A marca de cosméticos da influenciadora aposta na expansão por meio de quiosques; saiba qual o investimento necessário para se tornar um franqueado
A marca WePink, de Virginia Fonseca, aposta na expansão através de quiosques em todo o país.
A movimentação no Centro de Belo Horizonte nesta semana foi além do fluxo tradicional de consumidores. A chegada da influenciadora Virginia Fonseca para inaugurar um novo ponto da WePink transformou a região em um verdadeiro ponto de encontro de fãs, e também reacendeu uma dúvida que tem circulado entre empreendedores locais: quanto custa investir na marca que virou febre nas redes sociais?
Leia também:
A inauguração aconteceu dentro de uma unidade das Lojas Americanas, no formato conhecido como store in store, quando uma loja funciona dentro de outra. O modelo, cada vez mais comum em grandes centros urbanos, já faz parte da estratégia de expansão da WePink, que aposta em pontos de grande circulação para ampliar sua presença.
Para quem pensa em trazer a marca para Belo Horizonte ou investir em uma unidade local, o valor inicial está longe de ser baixo. Segundo informações do mercado de franquias, o investimento total para abrir um quiosque da WePink varia entre R$ 500 mil e R$ 800 mil.
Esse valor contempla:
A proposta da empresa é oferecer um modelo “chave na mão”, ou seja, o franqueado recebe o quiosque pronto para operar. Em contrapartida, o retorno estimado (payback) gira entre 14 e 24 meses, dependendo da performance da unidade.
A capital mineira entra como peça estratégica nesse crescimento. A escolha por Belo Horizonte não é por acaso: além do potencial econômico, a cidade tem forte presença em shopping centers e grande circulação em regiões comerciais — cenário ideal para o modelo de quiosques.
O plano inclui a abertura de novos pontos em outras unidades da rede, ampliando a visibilidade da marca em Minas Gerais. Antes de BH, cidades como São Bernardo do Campo (SP) e Aracaju (SE) já haviam recebido os primeiros espaços nesse novo formato.
Boa parte do sucesso da WePink está diretamente ligada ao alcance digital de Virginia, que soma dezenas de milhões de seguidores. A estratégia é clara: transformar engajamento em consumo.
Durante a passagem por BH, a influenciadora registrou a recepção calorosa dos fãs nas redes sociais, reforçando o vínculo com o público e, consequentemente, o apelo comercial da marca.
Apesar do forte apelo e da rápida expansão, já são mais de 250 quiosques pelo país, o investimento exige cautela. Especialistas apontam que o sucesso está diretamente ligado à força da marca pessoal de Virginia e à capacidade de manter o engajamento ao longo do tempo.
Em Belo Horizonte, onde o mercado de cosméticos é competitivo e diversificado, o diferencial da WePink está justamente na combinação entre produto e influência.
Enquanto fãs se aglomeram para ver de perto a empresária que, inclusive, aproveitou a visita para experimentar o tradicional pão de queijo mineiro com goiabada, investidores observam com atenção: a febre digital pode, sim, se transformar em um negócio lucrativo, mas exige planejamento, capital e leitura de mercado.