Mostra Eco ALA reúne esculturas e experiências com elementos naturais e propõe interação com o público em Belo Horizonte
Obras da exposição Eco ALA utilizam folhas, sementes e pigmentos naturais para criar experiências artísticas e sensoriais
A relação entre arte e meio ambiente ganha novos contornos na exposição “Eco ALA – Conexões Poéticas com a Natureza”, que ocupa o Parque Ecológico Francisco Lins do Rego, na região da Pampulha. Com entrada gratuita, a mostra fica aberta ao público até 18 de junho e reúne obras produzidas a partir de elementos naturais coletados em áreas verdes de Belo Horizonte.
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Logo ao chegar, o visitante encontra esculturas, gravuras, desenhos e instalações que utilizam folhas, sementes, galhos e pigmentos de terra como matéria-prima. Dessa forma, o Coletivo ALA – Arte Livre Ambulante propõe uma experiência que vai além da contemplação e estimula uma conexão mais sensível com a biodiversidade urbana.
Além disso, a exposição nasce do projeto “ALA – Pelos Parques da Cidade” e amplia a pesquisa artística desenvolvida pelo grupo em diferentes espaços verdes da capital. Segundo os artistas, o interesse em aprofundar essa investigação surgiu a partir da curiosidade do próprio público, que passou a questionar os materiais utilizados nas obras e suas origens.
Nesse contexto, técnicas como frotagem com folhas, impressão com elementos naturais e pintura com pigmentos orgânicos aparecem como ferramentas de criação. Ao mesmo tempo, elas funcionam como recurso educativo, aproximando arte contemporânea e consciência ambiental.
Para além das obras expostas, o público também pode participar de atividades práticas. Durante a semana, uma estação educativa oferece experiências livres, como pintura com tintas naturais e carimbos feitos com vegetais. Assim, visitantes de diferentes idades têm a oportunidade de explorar processos criativos de forma acessível.
Além disso, o coletivo promove oficinas de arte ambiental ao longo do período expositivo. As datas serão divulgadas nas redes sociais do grupo, e não é necessário realizar inscrição prévia, o que amplia o acesso e reforça o caráter democrático da iniciativa.
Outro destaque é a proposta sensorial da exposição. Ao incentivar o contato direto com texturas, formas e materiais orgânicos, o projeto convida o público a observar detalhes muitas vezes ignorados no cotidiano. Dessa maneira, a mostra busca despertar um olhar mais atento para os elementos naturais presentes na cidade.
A abertura da exposição reforça esse caráter coletivo. Com uma recepção inspirada na tradicional “prosa mineira”, o evento reúne café, chás e quitutes em um ambiente pensado para o diálogo entre artistas e visitantes.
Esse formato, inclusive, traduz uma das principais propostas do Coletivo ALA: transformar a arte em um espaço de convivência. Ao conectar pessoas, territórios e saberes, o grupo amplia o papel da produção artística para além das galerias tradicionais.
Por fim, a exposição integra o edital PNAB 2025 e reafirma o compromisso com a democratização do acesso à cultura. Ao trabalhar com materiais simples e processos colaborativos, o projeto também provoca uma reflexão sobre o papel do ser humano na natureza e a importância de práticas mais sustentáveis.