Novas regras nos parques de BH alteram horários, uso de espaços, esportes e entrada de animais; veja o que muda e como se adaptar
Parque Ecológico da Pampulha receberá o waterball, um brinquedo que flutua sobre a água
A Prefeitura de Belo Horizonte atualizou as regras de uso dos parques municipais e estabeleceu novas diretrizes para visitantes, esportistas e tutores de animais. As mudanças foram publicadas pela Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) e já estão em vigor. A partir de agora, normas sobre horários, circulação, práticas esportivas e entrada de pets passam a ser mais padronizadas e, em alguns casos, mais restritivas.
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De forma geral, os parques podem fechar às segundas-feiras para manutenção ou após feriados prolongados. Além disso, crianças com menos de 12 anos só podem entrar acompanhadas por um responsável. Já o uso de drones e a realização de filmagens comerciais exigem autorização prévia.
As novas portarias criam um regulamento único para diversas unidades da capital. Com isso, a prefeitura busca organizar o uso dos espaços e evitar danos ambientais.
Por outro lado, itens como garrafas de vidro, churrasqueiras, fogareiros e caixas de som estão proibidos. Também é considerado infração alimentar animais silvestres, prática comum em áreas verdes, mas que pode causar desequilíbrio ambiental.
Já a entrada de pets varia conforme o parque. Enquanto cães e gatos são permitidos em algumas unidades, outros espaços seguem com proibição total.
No Parque Municipal Américo Renné Giannetti, localizado no Centro, as regras ficaram mais detalhadas. O parque funciona de terça a sábado, das 7h às 21h, e aos domingos, das 7h às 17h.
Nesse espaço, cães podem entrar, desde que estejam com guia. Para raças consideradas perigosas, o uso de focinheira é obrigatório. No entanto, a entrada de gatos segue proibida.
Além disso, o uso de quadras esportivas depende de agendamento presencial. Calçados inadequados, como salto alto ou chuteiras, não são permitidos. Já skates e patins só podem ser utilizados no ringue específico.
O Parque das Mangabeiras mantém regras mais restritivas, com foco na conservação da natureza. Nesse caso, a entrada de animais domésticos é totalmente proibida, com exceção de cães-guia.
Além disso, o acesso ao estacionamento depende do pagamento do Rotativo BH por aplicativo. Pipas são permitidas, mas apenas em áreas específicas e sem o uso de cerol.
Outro ponto importante: visitantes não podem acessar trilhas não autorizadas. A medida busca reduzir riscos e preservar a vegetação local.
No Parque Ecológico da Pampulha, o funcionamento ocorre de terça a domingo, das 8h às 17h. Assim como no Mangabeiras, a entrada de pets é proibida.
Além disso, o parque restringe o uso de equipamentos. Skates e patins não são permitidos, enquanto bicicletas elétricas e veículos motorizados devem respeitar o limite de 10 km/h.
Nos lagos, a regra é clara: não é permitido pescar, nadar ou jogar objetos na água.
Já o Parque da Serra do Curral adota as normas mais rígidas. Por se tratar de uma área de preservação com riscos geológicos, o acesso é controlado.
A trilha principal só pode ser realizada com acompanhamento de monitores, mediante agendamento prévio. Além disso, visitantes precisam assinar um termo de responsabilidade.
O parque também proíbe a entrada de qualquer animal (exceto cão-guia), além de vetar bebidas alcoólicas, bicicletas, skates e até pipas.
As novas regras também contemplam apresentações culturais. Artistas de rua podem se apresentar gratuitamente por até quatro horas diárias, até as 17h, desde que não utilizem som mecânico ou estruturas como palcos.
Por fim, a prefeitura reforça que o descumprimento das normas pode levar à retirada imediata do visitante pela Guarda Civil Municipal. Em alguns casos, também pode haver registro de infração ambiental.
Com isso, a administração municipal tenta equilibrar lazer e preservação. Para os frequentadores, no entanto, a principal mudança é clara: será preciso se adaptar às novas regras antes de planejar a próxima visita.