Economia

Requeijão Moreno do Vale do Mucuri ganha regulamentação e poderá ser vendido em todo o Brasil

Norma oficializa padrões de produção da iguaria centenária e abre caminho para a formalização de agroindústrias familiares, ampliando oportunidades para produtores da região


Créditos da imagem: Diego Vargas/Seapa
Para os produtores, a regulamentação representa o reconhecimento de uma tradição centenária Para os produtores, a regulamentação representa o reconhecimento de uma tradição centenária

Júlia Rhaine Diniz Silva

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15/06/26 às 13:14
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O tradicional Requeijão Moreno do Vale do Mucuri acaba de conquistar um importante avanço para sua expansão comercial. O Governo de Minas oficializou o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) da iguaria artesanal, permitindo que o produto possa ser comercializado em todo o território nacional após a adequação dos produtores às novas normas.


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O anúncio foi feito pelo governador Mateus Simões durante agenda em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. A regulamentação estabelece padrões de produção, boas práticas de fabricação e critérios de segurança sanitária, mantendo as características artesanais que tornaram o produto um símbolo da gastronomia regional.

Com a medida, produtores locais poderão ampliar seus mercados e buscar habilitações sanitárias específicas para a comercialização do requeijão moreno em diferentes estados do país. Segundo o governo estadual, a iniciativa deve fortalecer a cadeia produtiva do leite na região, gerar empregos e aumentar a renda das famílias que vivem da atividade.

A construção do regulamento envolveu a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e representantes dos produtores. O processo teve início em 2023, após reivindicação do setor pela regulamentação da produção.

Produzido em municípios como Teófilo Otoni, Malacacheta, Ataléia, Ladainha e Poté, o Requeijão Moreno do Vale do Mucuri se destaca pela consistência firme, coloração que varia do amarelo ao marrom e sabor levemente defumado. Seu modo de preparo utiliza leite cru coagulado naturalmente, combinado ao creme de leite cozido, em um processo transmitido por gerações.

Atualmente, 76 agroindústrias familiares são responsáveis pela produção de cerca de 91 toneladas da iguaria por ano. Para os produtores, a regulamentação representa o reconhecimento de uma tradição centenária e a oportunidade de levar o produto para novos consumidores, sem perder sua identidade cultural e gastronômica.