Visita guiada no Cemitério do Bonfim, em BH, explora o tema “Signos e símbolos”, revelando significados de esculturas, túmulos e elementos da necrópole histórica
Arte cemiterial chama a atenção na necrópole
O Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte, recebe neste domingo (28), às 9h, mais uma edição das visitas guiadas que transformaram o espaço em um dos principais roteiros de necroturismo da capital mineira. Desta vez, o percurso terá como tema “Signos e símbolos no Bonfim”, convidando o público a interpretar os elementos artísticos e arquitetônicos presentes nos túmulos, mausoléus e esculturas que fazem do local um verdadeiro museu a céu aberto.
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A atividade é gratuita, tem vagas limitadas e será conduzida pela historiadora Marcelina Almeida. Durante cerca de duas horas, os participantes percorrem as alamedas do cemitério para conhecer os significados de símbolos religiosos, figuras angelicais, cruzes, flores, colunas, esculturas e outros detalhes que ajudam a contar a história da cidade e das pessoas sepultadas no local.
Nesta edição, o foco será a linguagem simbólica presente na arte cemiterial. Muito além da função ornamental, os elementos encontrados nos túmulos representam crenças, sentimentos, valores e homenagens construídas ao longo do tempo.
O passeio também apresenta curiosidades sobre a arquitetura do Bonfim e mostra como diferentes estilos artísticos, como Belle Époque, Art Déco e Modernismo brasileiro, aparecem nas esculturas espalhadas pela necrópole.
Embora ainda desperte curiosidade em parte do público, o necroturismo vem conquistando cada vez mais interessados em Belo Horizonte. O projeto de visitas guiadas busca apresentar o Cemitério do Bonfim como um espaço de memória, patrimônio histórico, arte e educação.
Inaugurado em 8 de fevereiro de 1897, o Bonfim é o cemitério mais antigo da capital e reúne um importante acervo artístico formado por esculturas, mausoléus e monumentos produzidos por artistas brasileiros e também por escultores italianos que chegaram ao país no fim do século XIX.
Além das obras de arte, o espaço abriga os túmulos de personalidades que marcaram a história de Minas Gerais e de Belo Horizonte, como Padre Eustáquio, Olegário Maciel, Raul Soares, Júlia Kubitschek e o jornalista e escritor Roberto Drummond.
A visita é gratuita, mas possui apenas 40 vagas e exige inscrição antecipada pelo Portal de Serviços da Prefeitura de Belo Horizonte.
A organização recomenda que os participantes cheguem com cerca de dez minutos de antecedência, utilizem roupas leves e calçados confortáveis, além de levarem água e proteção contra o sol.