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Como usar a arquitetura e a decoração para eternizar memórias em casa

Inspirada na história da cobertura de Guilherme Piva, que homenageia seu irmão falecido em 2020, entenda como criar espaços afetivos que trazem conforto e acolhimento no dia a dia do lar


Créditos da imagem: Reprudução/Redes Sociais
Sala de estar moderna com varanda, jacuzzi, vista para montanhas e cidade do Rio O projeto da cobertura de Guilherme Piva une arquitetura e conforto, criando um refúgio pessoal com vista deslumbrante e memória afetiva
Raquel Molica

Raquel Molica

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07/10/26 às 18:36 - Atualizado em 07/10/26 às 18:44
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A cobertura do ator Guilherme Piva no Rio de Janeiro, que voltou aos holofotes recentemente, é um exemplo tocante de como um lar pode se tornar um memorial de afeto. O projeto foi pensado para homenagear seu irmão, o arquiteto André Piva, falecido em 2020, transformando o espaço em um santuário de lembranças e mostrando como a arquitetura e a decoração podem ser ferramentas poderosas para criar ambientes de conforto.


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Essa abordagem, que valoriza objetos com significado pessoal, propõe que uma casa seja mais do que um conjunto de tendências. A ideia é preencher os cômodos com itens que possuam valor sentimental, transformando cada canto em uma extensão da identidade e da jornada de quem vive ali. O resultado é um refúgio pessoal, que acolhe e conforta genuinamente.

Não é preciso uma reforma grandiosa para aplicar o conceito. Pequenas mudanças e a escolha cuidadosa de objetos já fazem a diferença, priorizando o que tem significado em vez do que apenas está na moda. O objetivo é que, ao olhar ao redor, você se reconecte com suas próprias experiências.

Como criar um lar com memória afetiva

O primeiro passo é olhar para dentro e identificar o que realmente importa para você. A partir daí, é possível traduzir esses sentimentos em elementos concretos. Fotografias, por exemplo, podem ir além dos porta-retratos tradicionais e compor um grande mural na parede da sala ou do corredor, narrando momentos especiais de forma cronológica ou temática.

Objetos herdados da família ou comprados em viagens também são peças-chave. Aquela poltrona antiga da avó ou um artesanato trazido de um mercado local carregam histórias únicas. Visitar feiras de antiguidades, brechós e ateliês de artistas são ótimas maneiras de encontrar itens que podem ganhar um novo significado em casa.

As cores e texturas também desempenham um papel fundamental. Pintar uma parede com o tom que lembra a casa da sua infância ou usar uma manta com um toque familiar pode evocar sensações de aconchego instantaneamente. O importante é que cada escolha tenha um porquê, transformando o ato de decorar em um exercício de autoconhecimento e celebração da própria vida.