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Síndrome rara motiva iluminação especial na Câmara de BH

Prédio recebe luzes roxas e verdes até 6 de novembro para conscientizar sobre a síndrome de Lennox-Gastaut, condição que provoca crises epilépticas


Créditos da imagem: Willians Campos / CMBH
Fachada da Câmara Municipal de Belo Horizonte iluminada em roxo e verde à noite. Câmara Municipal de Belo Horizonte recebe iluminação especial em roxo e verde em alusão ao Dia Internacional de Conscientização sobre a síndrome de Lennox-Gastaut.

Ana Clara Parreiras

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30/10/26 às 14:46
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O Palácio Francisco Bicalho, sede da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), recebe iluminação noturna em tons de roxo e verde entre 29 de outubro e 6 de novembro.

A ação chama a atenção para a síndrome de Lennox-Gastaut, condição rara que provoca crises epilépticas recorrentes e pode comprometer a aprendizagem e o desenvolvimento. O Dia Internacional de Conscientização sobre a síndrome é celebrado em 1º de novembro.



A iniciativa busca ampliar a conscientização pública sobre a síndrome de Lennox-Gastaut e dar visibilidade às pessoas afetadas pela condição. A intervenção atende à solicitação da vereadora Dra. Michelly Siqueira (PRD), que avalia que a mobilização contribuirá significativamente para a inclusão social e o esclarecimento da população.

O que é a síndrome de Lennox-Gastaut?

A síndrome de Lennox-Gastaut é uma forma rara e grave de epilepsia, classificada pela Liga Internacional contra a Epilepsia (ILAE) como encefalopatia epiléptica e do desenvolvimento. A manifestação clínica ocorre habitualmente durante a primeira infância e pode acompanhar o paciente por toda a vida.

A semelhança dos sintomas com outras formas de epilepsia e a complexidade do quadro clínico podem atrasar o diagnóstico por anos. Esse intervalo prejudica o acesso ao tratamento adequado e ao suporte necessário aos pacientes e familiares.

A síndrome de Lennox-Gastaut apresenta três características centrais:

  • Múltiplos tipos de crises epilépticas: podem ocorrer ausências atípicas, crises tônicas e atônicas;
  • Resistência aos medicamentos: a maior parte dos pacientes continua apresentando crises mesmo com a combinação de diferentes medicamentos;
  • Impactos no desenvolvimento: os efeitos vão além das crises convulsivas e podem atingir comportamento, comunicação, aprendizagem e desenvolvimento, com consequências para a rotina familiar.