Cultura

Mestres do samba de BH oferecem oficinas gratuitas de percussão

Iniciativa reúne grandes nomes das baterias da capital com aulas abertas e práticas musicais imperdíveis: saiba como garantir sua vaga online


Créditos da imagem: Leo de Jesus
Homem com dreadlocks instrui grupo sentado em oficina de carnaval em quadra com banners coloridos Mestres de bateria guiam ritmistas em workshops de percussão na quadra da Unidos dos Guaranys, preparando os tambores para o carnaval
Raquel Molica

Raquel Molica

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30/10/26 às 20:02 - Atualizado em 30/10/26 às 20:06
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Ritmistas e entusiastas do carnaval da capital mineira que buscam aprimorar o domínio técnico das baquetas e tambores contam com uma série de capacitações gratuitas comandadas por regentes tradicionais da cidade. A primeira etapa do projeto de oficinas práticas de percussão foi realizada entre os dias 27 e 29 de outubro, abrindo um ciclo de atividades de formação e salvaguarda do samba que seguirá com novos blocos até o início de janeiro de 2027.


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Os encontros inaugurais descentralizados contaram com a condução de nomes como Mestre Semente, no Campo do Inconfidência, e Mestre Pequeno, na quadra da escola de samba Unidos dos Guaranys. Durante os treinos, os participantes trabalharam fundamentos rítmicos, afinação e condução de naipes para o repertório do samba-enredo e do carnaval de rua.

Próximas etapas e participação

Novas datas e polos de formação serão divulgados ao longo do cronograma pelas redes sociais da Associação Cultural Casulo Cidadania (@casulo.cidadania). As inscrições para os próximos módulos poderão ser feitas por formulário digital ou presencialmente nos locais dos encontros, conforme a abertura de cada turma.

A convocatória contempla pessoas com conhecimento prévio que integrem agremiações carnavalescas ou blocos de rua de Belo Horizonte e da Região Metropolitana. Os participantes devem comparecer aos ensaios com seus próprios instrumentos, incluindo tamborim, chocalho, repinique, caixa e surdos de primeira, segunda ou terceira marcações, além de outros aparelhos percussivos aceitos.

Danusa Carvalho, idealizadora da iniciativa pela Casulo Cultura, ressalta o intercâmbio prático da ação: “Cada oficina é uma oportunidade de aproximar gerações e compartilhar os conhecimentos que fazem parte da história do samba de Belo Horizonte. Ao reunir mestres e ritmistas, o projeto contribui para valorizar esses saberes e manter viva a memória das baterias das escolas de samba. É uma forma de reconhecer quem construiu essa tradição e estimular sua continuidade”, pontua a produtora.

Salvaguarda e memória do samba

A ação é viabilizada por meio de parceria entre a Associação Cultural Casulo Cidadania e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), contando com o apoio do Coletivo de Sambistas Mestre Conga. Ao todo, a programação prevê a realização de oficinas distribuídas por várias regiões da capital mineira, com capacidade de atender até 1.500 instrumentistas na soma de todos os módulos, culminando em um aulão prático de encerramento e no registro audiovisual em formato de minidocumentário.