Exposição inédita no Palácio das Artes reúne mais de 150 obras do acervo da Fundação Clóvis Salgado e celebra os 55 anos do espaço cultural
Mostra gratuita ocupa quatro galerias do Palácio das Artes e apresenta um panorama da produção contemporânea brasileira a partir do acervo da Fundação Clóvis Salgado
A história do Palácio das Artes ganha novas camadas a partir desta semana. Para celebrar os 55 anos de um dos principais centros culturais do país, a Fundação Clóvis Salgado inaugura a exposição “Acervo Palácio das Artes – seria uma rima, não seria uma solução”, que reúne mais de 150 obras de artistas fundamentais para a arte mineira e brasileira.
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Com entrada gratuita, a mostra ocupa quatro galerias do complexo cultural entre os dias 10 de junho e 6 de setembro. Além de revisitar a trajetória do Palácio das Artes, a exposição propõe um olhar sobre diferentes momentos da produção artística contemporânea no Brasil, reunindo pinturas, esculturas, fotografias, desenhos, instalações, videoartes e performances.
Ao invés de organizar as obras de forma cronológica, a curadoria assinada por Uiara Azevedo propõe conexões entre diferentes épocas, linguagens e artistas. O título da mostra, inspirado no poema Sete Faces, de Carlos Drummond de Andrade, reforça essa ideia.
A proposta não busca oferecer respostas definitivas. Pelo contrário: convida o público a criar suas próprias interpretações a partir dos diálogos construídos entre as obras e os espaços expositivos.
Entre os artistas presentes estão nomes históricos como Maria Helena Andrés, Yara Tupynambá, Sara Ávila, Amilcar de Castro, Pedro Moraleida e Genesco Murta, além de representantes de gerações mais recentes da arte contemporânea brasileira.
O acervo da Fundação Clóvis Salgado começou a ser formado principalmente por pinturas e desenhos de artistas mineiros. Entretanto, ao longo dos anos, incorporou novas linguagens, suportes e criadores de diferentes regiões do país.
Hoje, o inventário reúne cerca de 350 obras e reflete a diversidade da produção artística brasileira. Segundo a Fundação, o conjunto inclui desde trabalhos de artistas consagrados até produções que chegaram ao acervo por meio de iniciativas de democratização cultural e programas de incentivo.
Além disso, a exposição evidencia a importância de editais, prêmios e programas de formação artística promovidos pelo Palácio das Artes ao longo de sua história.
Cada espaço expositivo apresenta uma perspectiva específica sobre a trajetória das artes visuais na instituição.
Na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, o público encontra um panorama geral do acervo, reunindo obras históricas e aquisições recentes.
Já a Galeria Mari’Stella Tristão destaca a paisagem mineira como elemento central da produção artística local. O espaço reúne trabalhos de artistas como Carlos Bracher, Lorenzato e Frederico Bracher Filho.
Enquanto isso, as galerias Arlinda Corrêa Lima e Genesco Murta ressaltam o papel do Palácio das Artes na formação de novos artistas. As salas apresentam produções vinculadas a iniciativas como o Prêmio Décio Noviello e o programa ArteMinas, que contribuíram para ampliar a diversidade de vozes presentes na cena cultural mineira.
Mais do que celebrar um aniversário, a exposição reafirma a relevância do Palácio das Artes para a cultura brasileira. Ao reunir obras de diferentes períodos e linguagens, a mostra evidencia como a instituição acompanhou as transformações da arte ao longo das últimas décadas.
Ao mesmo tempo, o projeto reforça ações de preservação, catalogação e difusão do acervo, garantindo que esse patrimônio continue acessível às futuras gerações.