Festival Internacional de Quadrinhos será realizado de 4 a 8 de novembro, no Minascentro, com oficinas, exposições, feira de publicações, convidados internacionais e distribuição gratuita de três mil exemplares
Estandes de quadrinistas e editoras durante a edição de 2024 do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte
Belo Horizonte recebe, entre os dias 4 e 8 de novembro, a 13ª edição do Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ BH). Com programação gratuita no Minascentro, o evento reúne cerca de 400 artistas brasileiros e estrangeiros e promove atividades voltadas à produção, à circulação e ao acesso às histórias em quadrinhos.
Realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Periférico, o festival tem como tema Caminhos da leitura: quadrinhos e cidadania. A programação inclui mesas-redondas, debates, exposições, oficinas, exibição de filmes, lançamentos de publicações, sessões de autógrafos e uma feira com 277 mesas de artistas e editoras.
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Entre os participantes estão oito convidados internacionais, vindos de países como Espanha, Tchéquia, Chile, França, Argentina, Alemanha, Itália e Bélgica. O evento também contará com artistas de diferentes regiões do Brasil, ampliando o intercâmbio entre profissionais, pesquisadores e leitores.
Uma das novidades do FIQ BH 2026 é o desafio 24h de HQ, iniciativa que propõe a criação de histórias em quadrinhos ao vivo durante 24 horas consecutivas. A atividade começa no sábado, 7 de novembro, às 14h, e termina no domingo, no mesmo horário. A proposta é da Inko, editora, escola e laboratório de artes e narrativas.
Outra atração é o Dia do Quadrinho Grátis, que distribuirá três mil exemplares de histórias em quadrinhos ao público. A ação será realizada no sábado, das 11h30 às 13h, em parceria com a Editora Devir.
O festival também receberá cerca de três mil estudantes das redes municipal e estadual de ensino, incluindo alunos da educação infantil, dos ensinos fundamental e médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os participantes receberão vales-livros para trocar por quadrinhos, livros e outras publicações disponíveis nos estandes, conforme a faixa etária. As escolas interessadas devem realizar agendamento prévio.
A edição deste ano contará com a participação do Ministério da Educação (MEC), que apresentará a plataforma MEC Livros, biblioteca digital pública e gratuita. Quatro totens interativos com QR Codes permitirão que os visitantes acessem o serviço durante o festival. Também será criada uma página específica com sugestões de quadrinhos e artistas participantes.
Para ampliar a acessibilidade, o evento terá uma equipe especializada de atendimento e um espaço de acolhimento destinado a famílias, mães lactantes, pessoas com deficiência, pessoas neurodivergentes e outros visitantes que necessitem de suporte específico.
A programação inclui ainda 20 oficinas gratuitas, destinadas a diferentes faixas etárias. As inscrições devem ser feitas presencialmente, duas horas antes do início de cada atividade. Também serão oferecidas 12 masterclasses gratuitas, voltadas à formação profissional de artistas e trabalhadores do setor, com inscrições pela internet.
A 13ª edição do festival homenageia Sonia Maria Bibe Luyten, pesquisadora pioneira nos estudos de histórias em quadrinhos e cultura pop japonesa, e Marcelo Eduardo Lelis de Oliveira, conhecido como Lelis, ilustrador e quadrinista mineiro com trabalhos publicados no Brasil e no exterior.
Cada homenageado terá uma mesa de debate e uma exposição dedicada à sua trajetória. A iniciativa destaca a contribuição dos artistas e pesquisadores para o desenvolvimento da linguagem dos quadrinhos e para a reflexão crítica sobre a sociedade.
A identidade visual desta edição é assinada pelo designer e ilustrador belo-horizontino Guus, cuja produção reúne referências do hip-hop, grafite, afrofuturismo, cultura pop e cultura urbana.
13ª edição do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte (FIQ BH)