Iniciativa reúne grandes nomes das baterias da capital com aulas abertas e práticas musicais imperdíveis: saiba como garantir sua vaga online
Mestres de bateria guiam ritmistas em workshops de percussão na quadra da Unidos dos Guaranys, preparando os tambores para o carnaval
Ritmistas e entusiastas do carnaval da capital mineira que buscam aprimorar o domínio técnico das baquetas e tambores contam com uma série de capacitações gratuitas comandadas por regentes tradicionais da cidade. A primeira etapa do projeto de oficinas práticas de percussão foi realizada entre os dias 27 e 29 de outubro, abrindo um ciclo de atividades de formação e salvaguarda do samba que seguirá com novos blocos até o início de janeiro de 2027.
Leia mais:
Os encontros inaugurais descentralizados contaram com a condução de nomes como Mestre Semente, no Campo do Inconfidência, e Mestre Pequeno, na quadra da escola de samba Unidos dos Guaranys. Durante os treinos, os participantes trabalharam fundamentos rítmicos, afinação e condução de naipes para o repertório do samba-enredo e do carnaval de rua.
Novas datas e polos de formação serão divulgados ao longo do cronograma pelas redes sociais da Associação Cultural Casulo Cidadania (@casulo.cidadania). As inscrições para os próximos módulos poderão ser feitas por formulário digital ou presencialmente nos locais dos encontros, conforme a abertura de cada turma.
A convocatória contempla pessoas com conhecimento prévio que integrem agremiações carnavalescas ou blocos de rua de Belo Horizonte e da Região Metropolitana. Os participantes devem comparecer aos ensaios com seus próprios instrumentos, incluindo tamborim, chocalho, repinique, caixa e surdos de primeira, segunda ou terceira marcações, além de outros aparelhos percussivos aceitos.
Danusa Carvalho, idealizadora da iniciativa pela Casulo Cultura, ressalta o intercâmbio prático da ação: “Cada oficina é uma oportunidade de aproximar gerações e compartilhar os conhecimentos que fazem parte da história do samba de Belo Horizonte. Ao reunir mestres e ritmistas, o projeto contribui para valorizar esses saberes e manter viva a memória das baterias das escolas de samba. É uma forma de reconhecer quem construiu essa tradição e estimular sua continuidade”, pontua a produtora.
A ação é viabilizada por meio de parceria entre a Associação Cultural Casulo Cidadania e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), contando com o apoio do Coletivo de Sambistas Mestre Conga. Ao todo, a programação prevê a realização de oficinas distribuídas por várias regiões da capital mineira, com capacidade de atender até 1.500 instrumentistas na soma de todos os módulos, culminando em um aulão prático de encerramento e no registro audiovisual em formato de minidocumentário.