Projeto Viva o Carnaval reúne 13 mestres de bateria em atividades que buscam preservar a memória do samba de Belo Horizonte e transmitir conhecimentos tradicionais às novas gerações
Mestres de bateria de escolas de samba de Belo Horizonte conduzem oficinas gratuitas de percussão durante o mês de novembro
O projeto Viva o Carnaval promove, ao longo de novembro, uma série de atividades gratuitas voltadas à preservação e à valorização do samba de Belo Horizonte. A programação reúne 13 mestres de bateria de escolas de samba da capital em oficinas de percussão e encontros destinados à transmissão de conhecimentos tradicionais e ao fortalecimento da memória cultural carnavalesca.
As atividades começam na sexta-feira (6), com um encontro coletivo dos 13 mestres na Casa do Carnaval. A iniciativa pretende apresentar as trajetórias dos profissionais e compartilhar experiências sobre a condução das baterias das escolas de samba da cidade.
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Durante o encontro, serão abordados aspectos técnicos e históricos do samba, incluindo a estrutura do samba-enredo, os diferentes naipes de instrumentos e as particularidades de cada ritmo. A proposta é reunir conhecimentos acumulados ao longo das trajetórias dos mestres e aproximar diferentes gerações de ritmistas.
Os profissionais responsáveis pelas oficinas foram selecionados por meio de chamamento público. Participam do projeto Wilblener Danilo de Paula, Mestre Semente; Everton Roberto Rodrigues, Mestre Tico; Wanderley Moreira, Mestre Deley; Antônio Ivo de Rocha Jr., Mestre Juninho; Wesley Leopoldino Batista, Mestre Wesley; Adenizio Pereira Argueles, Mestre Linguinha; João Cesário de Carvalho, Mestre João Batera; Rafael Silva Leite, Mestre Rafa; Ronald Cristian de Andrade, Mestre Xocolate; Deivison Luiz Honorato, Mestre Beleu; Flávio Pedro Brandão Pimenta, Mestre Pequeno; Jackson Xavier da Silva, Mestre Tchaca Malagueta; e Jorge Antônio Cândido, Mestre Banzé.
A programação inclui atividades teóricas e práticas sobre percussão, história e memória do samba de Belo Horizonte, com referências a sambas-enredo e compositores históricos da cidade. As oficinas serão realizadas em diferentes espaços culturais e sedes de escolas de samba.
A primeira oficina individual acontece no domingo (8), com Mestre Juninho, na sede da Escola de Samba Acadêmicos de Venda Nova. Na segunda-feira (9), Mestre Tchaca Malagueta conduz uma atividade na Casa do Carnaval.
Na quarta-feira (11), Mestre Wesley ministra a oficina na quadra da Escola de Samba Verde Rosa, na Gameleira. A programação continua na segunda-feira (16), com Mestre Xocolate, e na terça-feira (17), com Mestre Tico.
Já na quarta-feira (18), Mestre João Batera conduz a atividade. Na segunda-feira (23), será a vez de Mestre Rafa. A programação inclui ainda uma oficina infantil com Mestre Linguinha, na terça-feira (24), no Centro Cultural São Bernardo.
O encerramento das atividades de novembro está previsto para sexta-feira (27), com uma oficina ministrada por Mestre Banzé, na Casa do Carnaval. Todas as oficinas começam às 19h.
Podem participar ritmistas de escolas de samba e blocos carnavalescos de Belo Horizonte e de outros municípios. É necessário ter experiência prévia em percussão, possuir instrumento próprio e disponibilidade para acompanhar as atividades.
As oficinas contemplam instrumentos como surdo de primeira, segunda e terceira, caixa, repinique, tamborim e chocalho. A utilização de outros instrumentos não impede a participação.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por meio do formulário disponível no link da bio do Instagram @cidadaniacasulo ou presencialmente no local das atividades.
Ao todo, o projeto prevê 13 oficinas gratuitas, um encontro coletivo com os mestres, com até 1.500 vagas, a produção de um minidocumentário de até 13 minutos e um aulão final com os participantes. As ações estão previstas para ocorrer entre outubro de 2026 e o início de janeiro de 2027.
O Viva o Carnaval é realizado pela Associação Cultural Casulo Cidadania e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em parceria com o Coletivo de Sambistas Mestre Conga. A iniciativa é viabilizada por meio de termo de colaboração decorrente de edital de chamamento público.
Oficinas de Baterias de Escolas de Samba de BH: Tradição e Prática
Programação de novembro
Horário: todas as oficinas começam às 19h.
Inscrições: gratuitas, pelo formulário disponível no link da bio do Instagram @cidadaniacasulo ou presencialmente no local das atividades.
Público: ritmistas de escolas de samba e blocos carnavalescos com experiência prévia em percussão, instrumento próprio e disponibilidade para participar das oficinas.
Instrumentos: surdo de primeira, segunda ou terceira, caixa, repinique, tamborim e chocalho.
Endereços:
O local e o endereço da oficina de Mestre Tico, prevista para 17 de novembro, precisam ser confirmados pela organização.