Hospital do Barreiro recebe habilitação para realizar trombectomia mecânica pelo SUS, técnica que remove coágulos e pode reduzir sequelas do AVC
Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, no Barreiro, em Belo Horizonte, foi habilitado para realizar trombectomia mecânica pelo SUS
O Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro (HMDCC), na região do Barreiro, em Belo Horizonte, recebeu habilitação para realizar trombectomia mecânica pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A técnica permite retirar coágulos que bloqueiam artérias cerebrais e amplia as opções de tratamento para pacientes com acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico.
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A autorização foi aprovada em 21 de outubro pela Comissão Intergestores Bipartite do SUS e formalizada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) na sexta-feira (23). Com a habilitação, o hospital poderá receber recursos do Ministério da Saúde para custear os procedimentos.
Segundo as informações divulgadas pela secretaria, o HMDCC é o primeiro hospital da capital mineira a oferecer a técnica. O serviço terá funcionamento 24 horas por dia, ampliando a capacidade de atendimento a casos que exigem intervenção rápida.
O AVC isquêmico ocorre quando um coágulo interrompe o fluxo sanguíneo em uma artéria do cérebro. Sem receber sangue e oxigênio em quantidade suficiente, as células cerebrais podem sofrer lesões, o que provoca sequelas e pode levar à morte.
A trombectomia mecânica busca restabelecer a circulação por meio da retirada do coágulo. Para isso, a equipe médica introduz um cateter por uma artéria da perna ou do pulso e o conduz até o vaso cerebral obstruído com auxílio de imagens de raio-X.
Em seguida, os profissionais utilizam dispositivos específicos para remover o trombo, como um stent recuperável ou um sistema de aspiração. Dessa forma, o procedimento dispensa a abertura do crânio e permite recuperar o fluxo sanguíneo na região afetada.
Antes da ampliação do acesso à trombectomia, a trombólise era uma das principais opções de tratamento para o AVC isquêmico no SUS. Essa abordagem utiliza medicamentos para dissolver o coágulo e restabelecer a circulação sanguínea.
A trombectomia, por sua vez, permite retirar mecanicamente a obstrução em casos selecionados, especialmente quando o bloqueio atinge grandes vasos cerebrais. A indicação depende da avaliação médica e dos exames de imagem.
O tempo também influencia os resultados. Quanto mais cedo a equipe realiza o procedimento, maiores podem ser as chances de preservar o tecido cerebral e reduzir o risco de incapacidade. Em pacientes selecionados, exames avançados permitem indicar a intervenção em uma janela de até 24 horas após o início dos sintomas.
O AVC é uma emergência médica e exige atendimento imediato. Entre os sinais de alerta estão a perda súbita de força ou sensibilidade em um lado do corpo, a dificuldade para falar ou compreender, alterações repentinas na visão e a perda de equilíbrio.
Diante de qualquer um desses sintomas, a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192. Mesmo quando os sinais desaparecem, a avaliação médica continua necessária.
A chegada da trombectomia ao Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro amplia a estrutura disponível na rede pública de Belo Horizonte para tratar casos de AVC isquêmico e reforça a importância do diagnóstico e da intervenção precoces.