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Hospital de BH passa a oferecer técnica avançada para tratar AVC pelo SUS

Hospital do Barreiro recebe habilitação para realizar trombectomia mecânica pelo SUS, técnica que remove coágulos e pode reduzir sequelas do AVC


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Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, no Barreiro, em Belo Horizonte, foi habilitado para realizar trombectomia mecânica pelo SUS Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, no Barreiro, em Belo Horizonte, foi habilitado para realizar trombectomia mecânica pelo SUS

Maria Clara Landim

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28/10/26 às 09:48
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O Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro (HMDCC), na região do Barreiro, em Belo Horizonte, recebeu habilitação para realizar trombectomia mecânica pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A técnica permite retirar coágulos que bloqueiam artérias cerebrais e amplia as opções de tratamento para pacientes com acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico.

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A autorização foi aprovada em 21 de outubro pela Comissão Intergestores Bipartite do SUS e formalizada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) na sexta-feira (23). Com a habilitação, o hospital poderá receber recursos do Ministério da Saúde para custear os procedimentos.

Segundo as informações divulgadas pela secretaria, o HMDCC é o primeiro hospital da capital mineira a oferecer a técnica. O serviço terá funcionamento 24 horas por dia, ampliando a capacidade de atendimento a casos que exigem intervenção rápida.

Como funciona a trombectomia mecânica?

O AVC isquêmico ocorre quando um coágulo interrompe o fluxo sanguíneo em uma artéria do cérebro. Sem receber sangue e oxigênio em quantidade suficiente, as células cerebrais podem sofrer lesões, o que provoca sequelas e pode levar à morte.

A trombectomia mecânica busca restabelecer a circulação por meio da retirada do coágulo. Para isso, a equipe médica introduz um cateter por uma artéria da perna ou do pulso e o conduz até o vaso cerebral obstruído com auxílio de imagens de raio-X.

Em seguida, os profissionais utilizam dispositivos específicos para remover o trombo, como um stent recuperável ou um sistema de aspiração. Dessa forma, o procedimento dispensa a abertura do crânio e permite recuperar o fluxo sanguíneo na região afetada.

Tratamento pode reduzir sequelas do AVC

Antes da ampliação do acesso à trombectomia, a trombólise era uma das principais opções de tratamento para o AVC isquêmico no SUS. Essa abordagem utiliza medicamentos para dissolver o coágulo e restabelecer a circulação sanguínea.

A trombectomia, por sua vez, permite retirar mecanicamente a obstrução em casos selecionados, especialmente quando o bloqueio atinge grandes vasos cerebrais. A indicação depende da avaliação médica e dos exames de imagem.

O tempo também influencia os resultados. Quanto mais cedo a equipe realiza o procedimento, maiores podem ser as chances de preservar o tecido cerebral e reduzir o risco de incapacidade. Em pacientes selecionados, exames avançados permitem indicar a intervenção em uma janela de até 24 horas após o início dos sintomas.

Atendimento rápido é fundamental

O AVC é uma emergência médica e exige atendimento imediato. Entre os sinais de alerta estão a perda súbita de força ou sensibilidade em um lado do corpo, a dificuldade para falar ou compreender, alterações repentinas na visão e a perda de equilíbrio.

Diante de qualquer um desses sintomas, a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192. Mesmo quando os sinais desaparecem, a avaliação médica continua necessária.

A chegada da trombectomia ao Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro amplia a estrutura disponível na rede pública de Belo Horizonte para tratar casos de AVC isquêmico e reforça a importância do diagnóstico e da intervenção precoces.