Venezuelano que vive em Belo Horizonte, Horacio Rojas, de 13 anos, participou de uma simulação espacial inspirada em missões lunares e se destaca como cientista cidadão da NASA
Aos 13 anos, Horacio Rojas integra missão inspirada na exploração lunar, acumula medalhas em olimpíadas científicas e atua como cientista cidadão da NASA
A curiosidade pelo espaço levou um adolescente que mora em Belo Horizonte a viver uma experiência reservada para poucos jovens no Brasil. Aos 13 anos, o venezuelano Horacio Neptaly Rojas Conde participou da missão Moon2, uma simulação espacial realizada em Brasília que reproduziu desafios enfrentados por astronautas em missões de exploração lunar.
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Selecionado entre estudantes com destaque em ciência e tecnologia, Horacio integrou um grupo de apenas oito participantes escolhidos para a experiência promovida pela Wogel Brasil. Durante três dias de atividades, os jovens passaram por treinamentos inspirados nas operações espaciais, incluindo lançamento de foguetes, exploração de ambientes simulados, missões de resgate e operação de drones utilizados em cenários semelhantes aos da superfície da Lua.
O feito ganha ainda mais relevância pela trajetória do estudante. Natural da Venezuela, ele chegou ao Brasil com a família em busca de melhores oportunidades e encontrou na educação um caminho para desenvolver seu potencial. Atualmente, o adolescente vive em Belo Horizonte e se destaca em competições acadêmicas nacionais e internacionais.
Além da participação na Moon2, Horacio atua como cientista cidadão da NASA, por meio de iniciativas que incentivam a colaboração da sociedade em pesquisas científicas relacionadas ao clima e à exploração espacial. O jovem também integra grupos voltados à astronomia e acumula dezenas de medalhas em olimpíadas científicas.
A trajetória começou a ganhar força após sua chegada a Minas Gerais. Em escolas públicas da capital mineira, o estudante demonstrou interesse por temas ligados à ciência, tecnologia e astronomia. Com o passar dos anos, passou a participar de programas de incentivo a jovens talentos e conquistou oportunidades educacionais que ampliaram seu acesso ao conhecimento.
Hoje, além da dedicação aos estudos, Horacio também desenvolve atividades culturais e esportivas. O jovem participa de aulas de violino e xadrez, áreas que contribuem para habilidades como concentração, raciocínio lógico e disciplina.
A experiência na simulação espacial reforça um movimento cada vez mais presente entre instituições de ensino e pesquisa: aproximar crianças e adolescentes da ciência desde cedo. Projetos desse tipo permitem que estudantes tenham contato com tecnologias avançadas, estimulem a criatividade e desenvolvam competências importantes para carreiras ligadas à engenharia, astronomia e inovação.
Embora a vivência tenha sido inspirada em missões espaciais, o impacto vai além da exploração do universo. A história de Horacio mostra como o acesso à educação, aliado ao incentivo à ciência, pode transformar trajetórias e abrir caminhos para jovens de diferentes origens.
Com apenas 13 anos, o estudante já soma conquistas que chamam a atenção. Mais do que colecionar medalhas e certificados, ele representa um exemplo de como dedicação, conhecimento e oportunidades podem aproximar sonhos considerados distantes da realidade.