Educação

Pesquisa na UFMG descobre 31 novos aglomerados de estrelas na Via Láctea

Descoberta feita por pesquisador da UFMG amplia o mapeamento da galáxia e revela estruturas estelares jovens de difícil detecção


Créditos da imagem: Fernando Silva | Espaço do Conhecimento UFMG
Filipe Ferreira é astrônomo do Espaço do Conhecimento e doutor em Física pela UFMG, estrelas Filipe Ferreira é astrônomo do Espaço do Conhecimento e doutor em Física pela UFMG

Júlia Rhaine Diniz Silva

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20/04/26 às 14:03
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Um estudo desenvolvido na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) resultou na identificação de 31 novos aglomerados estelares na Via Láctea. A descoberta contribui para a ampliação do mapa da galáxia e para o avanço da compreensão sobre sua estrutura e formação.


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A pesquisa foi conduzida pelo astrônomo Filipe Ferreira, doutor em Física e integrante do Espaço do Conhecimento da UFMG. Segundo o pesquisador, os aglomerados encontrados são considerados jovens, com baixa densidade e número reduzido de estrelas, o que dificulta sua detecção por métodos automatizados.

Para superar essa limitação, a equipe adotou uma abordagem detalhada, com análise manual de gráficos baseados em dados como brilho, posição e velocidade das estrelas.

Os aglomerados identificados pertencem à categoria de aglomerados abertos, que geralmente possuem diâmetros de até 40 anos-luz e reúnem estrelas formadas a partir da mesma nuvem de gás e poeira, compartilhando características como idade e composição química.

A descoberta foi possível graças aos dados da missão Gaia, lançada em 2013 pela Agência Espacial Europeia, cujo objetivo é construir um mapa tridimensional preciso da Via Láctea.

De acordo com o pesquisador, um dos principais destaques do estudo foi a quantidade de aglomerados encontrados em uma área relativamente pequena, o que indica potencial para novas descobertas. Ele também ressaltou que o método utilizado permitiu identificar estruturas que poderiam passar despercebidas por sistemas automatizados, incluindo aqueles baseados em inteligência artificial.

Ao longo de sua trajetória, o pesquisador já catalogou mais de 120 aglomerados estelares, alguns deles nomeados em referência à própria UFMG.