Não é apenas sobre sabor: descubra os critérios secretos e rigorosos que os avaliadores do Guia Michelin usam para conceder as cobiçadas estrelas
Pratos como este exemplificam a excelência e o domínio culinário avaliados pelo Guia Michelin na concessão de suas estrelas
Com a recente atualização do Guia Michelin no Brasil, que atualmente avalia restaurantes do Rio de Janeiro e São Paulo, muitos se perguntam o que é preciso para ganhar uma cobiçada estrela. A resposta vai muito além de um prato saboroso e envolve um processo de avaliação rigoroso e anônimo, baseado em critérios universais aplicados por inspetores em todo o mundo.
O guia foi criado em 1900, mas o sistema de estrelas para restaurantes foi implementado apenas em 1926. É importante notar que a avaliação para as estrelas não considera a decoração, o ambiente ou a qualidade do serviço. Esses elementos são analisados separadamente e indicados por outros símbolos, como talheres. A estrela é um reconhecimento exclusivo do que está no prato, refletindo a excelência da cozinha de um estabelecimento.
A decisão de conceder uma, duas ou três estrelas é sempre coletiva e se baseia em cinco pilares fundamentais. Os inspetores, que visitam os restaurantes de forma anônima e pagam por suas refeições, devem chegar a um consenso sobre cada ponto.
Os critérios são:
As estrelas funcionam como um mapa para gourmands, indicando o nível da experiência culinária que o viajante pode esperar. Cada uma possui um significado específico, pensado originalmente para guiar motoristas em suas viagens:
A edição de 2024 do Guia Michelin trouxe um marco para a gastronomia brasileira, com a concessão das primeiras três estrelas para restaurantes no país. Os paulistanos Tuju, do chef Ivan Ralston, e Evvai, do chef Luiz Filipe Souza, alcançaram a honraria máxima, entrando para o seleto grupo mundial.