Gastronomia

Sabores de roça: pratos típicos lembrados na novela ‘Roque Santeiro’

Relembre receitas tradicionais da culinária de interior que ganham destaque com o retorno do clássico à TV Globo e saiba onde prová-las em BH


Créditos da imagem: Reprodução
Extenso bufê com panelas de arroz, feijão, cenoura, batata, ensopados e vegetais variados A fartura e diversidade da culinária de interior, que resgata a memória afetiva em Belo Horizonte, conforme destacado na matéria

Maria Clara Landim

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09/10/26 às 08:51 - Atualizado em 09/10/26 às 11:42
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A reexibição de “Roque Santeiro” na faixa Edição Especial da TV Globo desperta a memória afetiva dos telespectadores e resgata o fascínio pela culinária típica do interior do Brasil. Na trama ambientada na fictícia Asa Branca, os banquetes fartos servidos nas fazendas e casas paroquiais simbolizavam poder e acolhimento comunitário. Em Belo Horizonte, capital que respira a gastronomia caipira, essas referências chegam à mesa em estabelecimentos que preservam receitas clássicas da roça.

As cenas da teledramaturgia frequentemente exibiam pratos robustos, preparados lentamente em panelas de ferro ou fogões a lenha. Carnes ensopadas, feijão tropeiro com pedaços graúdos de torresmo, frango com quiabo e guarnições simples como o angu compunham a rotina dos personagens centrais. Essa mesma fartura atrai quem busca reviver as memórias interioranas nos almoços da capital mineira.

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O costume de compartilhar grandes travessas à mesa reflete o estilo de vida comunitário presente no enredo da obra. Em Minas Gerais, essa prática se mantém viva na hospitalidade de cozinhas que valorizam ingredientes locais, produtores familiares e técnicas rurais. A redescoberta desse cardápio coincide com a busca crescente de moradores e turistas por experiências gastronômicas afetivas.

Pratos e endereços para saborear a culinária de interior em BH

Para quem deseja experimentar receitas que evocam a atmosfera rústica de Asa Branca, Belo Horizonte reúne opções consagradas pela qualidade dos ingredientes e pelo apego às tradições:

  • Frango caipira com quiabo e angu: no tradicional restaurante Xapuri, na região da Pampulha, a receita segue o cozimento lento em fogão a lenha. A carne macia é servida com quiabo sem baba e angu de textura aveludada, acompanhada de arroz soltinho e feijão de caldo encorpado.

  • Costelinha com canjiquinha: referência da cozinha mineira tradicional, o restaurante Dona Lucinha, no bairro Funcionários, mantém viva a herança das fazendas coloniais. O prato equilibra costelinha suína dourada e canjiquinha cremosa temperada com alho, cebola e folhas frescas de couve picada.

  • Feijão tropeiro tradicional: nos tradicionais botecos e restaurantes do Mercado Central, no Centro da cidade, o clássico leva feijão mesclado com farinha de mandioca torrada, lombo, linguiça da roça, ovos e couve refogada, servido com porções crocantes de torresmo frito na hora.

  • Carne de lata com mandioca cozida: no Bar do Museu Clube da Esquina, no bairro Santa Tereza, o aperitivo resgata a antiga técnica caipira de conservação da carne suína imersa na própria banha. A carne dourada é servida com mandioca amarela e manteiga de garrafa.

  • Sobremesas de tacho e queijo minas: nos armazéns e empórios do Mercado Novo, também no Centro da capital, despontam compotas artesanais de doce de leite, figo e goiabada cascão. As porções servidas com fatias generosas de queijo minas artesanal curado encerram a refeição com a legítima simplicidade do interior.