Turismo

A história que BH não conta: 5 segredos dos bairros tradicionais

Além do Clube da Esquina, explore as lendas urbanas, casarões históricos e mistérios que transformaram os bairros mais antigos da capital mineira


Créditos da imagem: Evandro Santiago/EM - 1969
Vista aérea em preto e branco de uma cidade com edifícios, ruas, veículos e canteiro de obras. Belo Horizonte em registro histórico, onde cada rua guarda as memórias e lendas que construíram sua identidade.

Redação - SouBH

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25/02/26 às 16:17 - Atualizado em 25/02/26 às 16:31
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Belo Horizonte guarda, em suas ruas e casarões, histórias que o tempo e a rotina da cidade grande tentam apagar. Para além dos roteiros turísticos convencionais, os bairros mais tradicionais da capital mineira são palco de lendas urbanas, curiosidades e segredos que revelam a alma de uma metrópole construída sobre narrativas fascinantes.

Muitos desses contos explicam desde o nome de uma região inteira até mistérios que ainda hoje despertam a imaginação de moradores. Explorar esses segredos é redescobrir a cidade sob uma nova perspectiva. Conheça cinco histórias que revelam uma outra face dos bairros de BH.

A padaria que batizou a Savassi

A famosa e badalada região da Savassi, no bairro Funcionários, não tem esse nome em nenhum registro oficial da prefeitura. A designação popular surgiu e se consolidou por causa da Padaria Savassi, inaugurada em 1940 na esquina da Rua Cristóvão Colombo com a Avenida Getúlio Vargas. Portanto, o ponto de encontro virou uma referência tão forte que os belo-horizontinos passaram a chamar toda a área pelo nome do estabelecimento. Mas o imóvel que abrigou a Padaria Savassi, estabelecimento que durante mais de três décadas marcou a história de Belo Horizonte e deu nome à região boêmia, foi demolido em março.

A Loira do Bonfim em Santa Tereza

O bairro Santa Tereza é o berço do Clube da Esquina, mas também está no epicentro de uma das lendas urbanas mais famosas de BH. Porém, segundo relatos populares, a história da “Loira do Bonfim” conta sobre uma bela mulher que seduzia homens em bares da região e pedia para ser deixada na porta do Cemitério do Bonfim, nas proximidades. Mas, ao chegar, ela desaparecia misteriosamente, revelando ser um fantasma.

A lagoa que deu nome à Lagoinha

Muito antes de se tornar um reduto do samba e da boemia, o bairro Lagoinha realmente abrigava uma pequena lagoa. As águas que corriam pela região formavam um alagadiço que deu origem ao nome popular. E o crescimento da cidade e as obras de urbanização no início do século XX, a lagoa foi aterrada, mas o nome permaneceu como um registro geográfico de uma paisagem que não existe mais. Então, Lagoinha vem das sete lagoas formadas por dois córregos e que sumiram após a construção das avenidas Antônio Carlos e Dom Pedro II.

Floresta

O nome do bairro Floresta teria surgido de um hotel que ficava na região. Mas outra história é que antigamente dizia-se que as pessoas estavam indo para a região da “Floresta” ao se referir às chácaras da região. Hoje, um dos bairros mais tradicionais da cidade, o Floresta guarda em seu nome a memória de sua paisagem original.

Funcionários

Planejado para abrigar os servidores públicos que se mudaram para a nova capital, o bairro Funcionários tinha uma característica peculiar em sua origem. Então, com o tempo, o bairro passou a ser mais vertical, embora siga com jeito residencial original.