Além do Clube da Esquina, explore as lendas urbanas, casarões históricos e mistérios que transformaram os bairros mais antigos da capital mineira
Belo Horizonte em registro histórico, onde cada rua guarda as memórias e lendas que construíram sua identidade.
Belo Horizonte guarda, em suas ruas e casarões, histórias que o tempo e a rotina da cidade grande tentam apagar. Para além dos roteiros turísticos convencionais, os bairros mais tradicionais da capital mineira são palco de lendas urbanas, curiosidades e segredos que revelam a alma de uma metrópole construída sobre narrativas fascinantes.
Muitos desses contos explicam desde o nome de uma região inteira até mistérios que ainda hoje despertam a imaginação de moradores. Explorar esses segredos é redescobrir a cidade sob uma nova perspectiva. Conheça cinco histórias que revelam uma outra face dos bairros de BH.
A famosa e badalada região da Savassi, no bairro Funcionários, não tem esse nome em nenhum registro oficial da prefeitura. A designação popular surgiu e se consolidou por causa da Padaria Savassi, inaugurada em 1940 na esquina da Rua Cristóvão Colombo com a Avenida Getúlio Vargas. Portanto, o ponto de encontro virou uma referência tão forte que os belo-horizontinos passaram a chamar toda a área pelo nome do estabelecimento. Mas o imóvel que abrigou a Padaria Savassi, estabelecimento que durante mais de três décadas marcou a história de Belo Horizonte e deu nome à região boêmia, foi demolido em março.
O bairro Santa Tereza é o berço do Clube da Esquina, mas também está no epicentro de uma das lendas urbanas mais famosas de BH. Porém, segundo relatos populares, a história da “Loira do Bonfim” conta sobre uma bela mulher que seduzia homens em bares da região e pedia para ser deixada na porta do Cemitério do Bonfim, nas proximidades. Mas, ao chegar, ela desaparecia misteriosamente, revelando ser um fantasma.
Muito antes de se tornar um reduto do samba e da boemia, o bairro Lagoinha realmente abrigava uma pequena lagoa. As águas que corriam pela região formavam um alagadiço que deu origem ao nome popular. E o crescimento da cidade e as obras de urbanização no início do século XX, a lagoa foi aterrada, mas o nome permaneceu como um registro geográfico de uma paisagem que não existe mais. Então, Lagoinha vem das sete lagoas formadas por dois córregos e que sumiram após a construção das avenidas Antônio Carlos e Dom Pedro II.
O nome do bairro Floresta teria surgido de um hotel que ficava na região. Mas outra história é que antigamente dizia-se que as pessoas estavam indo para a região da “Floresta” ao se referir às chácaras da região. Hoje, um dos bairros mais tradicionais da cidade, o Floresta guarda em seu nome a memória de sua paisagem original.
Planejado para abrigar os servidores públicos que se mudaram para a nova capital, o bairro Funcionários tinha uma característica peculiar em sua origem. Então, com o tempo, o bairro passou a ser mais vertical, embora siga com jeito residencial original.