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BH além do óbvio: 7 fatos históricos que poucos conhecem

Você sabia que a capital já teve outros nomes? Descubra essa e outras curiosidades surpreendentes sobre a história de Belo Horizonte que não te contaram


Créditos da imagem: CC0 Domínio público
Parede de azulejos azuis e brancos da Igreja da Pampulha com figuras e céu azul. Conjunto da Pampulha, com sua arquitetura icônica e painéis artísticos, é um capítulo singular na rica história de Belo Horizonte

Redação - SouBH

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03/03/26 às 12:29 - Atualizado em 03/03/26 às 12:39
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Belo Horizonte pode parecer uma capital jovem, mas suas ruas contam histórias que vão muito além do traçado planejado e dos cartões-postais famosos. Para muitos moradores e turistas, a cidade guarda segredos e curiosidades que revelam uma identidade rica e surpreendente. Antes de ser a BH que conhecemos, por exemplo, a capital mineira teve outros nomes e viveu transformações que até hoje marcam sua paisagem.

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Mergulhar nesses fatos é descobrir uma nova camada da metrópole. Desde a inspiração para o seu desenho urbano até a origem de tradições populares, cada detalhe ajuda a entender por que Belo Horizonte é um lugar único. Conhecer essas histórias transforma qualquer passeio pela cidade em uma experiência mais rica, conectando o presente ao passado de forma inesperada.

Sete curiosidades sobre a história de BH

1. Cidade de muitos nomes: A história do nome da capital é mais complexa do que se imagina. O local, originalmente conhecido como Curral del Rey, foi elevado a Freguesia de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral del-Rei em 1714. Em 1890, foi renomeado para Arraial de Bello Horizonte. Com a decisão de construir a nova capital, ela foi oficialmente batizada como Cidade de Minas, nome que vigorou durante sua construção e inauguração em 1897. Apenas em 1º de julho de 1901 o nome foi definitivamente alterado para Belo Horizonte, consolidando a nomenclatura que já era popularmente usada para o distrito.

2. Inspiração internacional: O traçado urbano não nasceu do acaso. A cidade foi planejada com inspiração em capitais como Washington, nos Estados Unidos, e Paris, na França, além de ser influenciada por ideais higienistas da época. O engenheiro Aarão Reis, chefe da comissão construtora, projetou avenidas largas e diagonais cortando uma malha de ruas em formato quadriculado, um conceito moderno que buscava garantir ventilação e salubridade.

3. Ruas com lógica: O famoso mapa da região central segue uma lógica precisa para nomear suas vias. As ruas que correm paralelas à Avenida Afonso Pena receberam nomes de estados brasileiros, enquanto as perpendiculares foram batizadas com nomes indígenas.

4. Pioneirismo nacional: Belo Horizonte carrega o título de primeira cidade moderna planejada do Brasil. Construída do zero para ser a nova capital de Minas Gerais, em substituição a Ouro Preto, seu projeto representou um marco do urbanismo e da engenharia no país no final do século XIX.

5. Pampulha, um capítulo à parte: O icônico Conjunto Arquitetônico da Pampulha, reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 2016, não fazia parte do projeto original da cidade. A região foi urbanizada na década de 1940, a pedido do então prefeito Juscelino Kubitschek, que convidou o arquiteto Oscar Niemeyer para criar as obras que se tornariam mundialmente famosas.

6. A Feira Hippie nem sempre foi na Afonso Pena: Um dos programas favoritos de domingo em BH, a Feira de Artesanato, popularmente conhecida como Feira Hippie, nasceu na Praça da Liberdade no final da década de 1960. Ela só foi transferida para a Avenida Afonso Pena em 1991, onde se consolidou como uma das maiores feiras de arte e artesanato a céu aberto da América Latina.

7. O “Pirulito” da Praça Sete: O Obelisco da Praça Sete, popularmente chamado de “Pirulito”, foi um presente do município vizinho de Betim para comemorar o centenário da Independência do Brasil, em 1922. A estrutura de pedra marca o cruzamento das duas principais avenidas da cidade, Afonso Pena e Amazonas, considerado o coração de Belo Horizonte.