Saiba como funcionam as visitas guiadas ao subsolo de um dos prédios mais icônicos da capital mineira e descubra um pedaço da história da cidade
A carranca emblemática do Edifício Acaiaca, um dos símbolos arquitetônicos de Belo Horizonte, marcando sua fachada Art Déco.
Explorar os segredos do Edifício Acaiaca, um dos cartões-postais de Belo Horizonte, vai muito além de admirar sua imponente fachada art déco. No subsolo do gigante da avenida Afonso Pena, um abrigo antiaéreo construído durante a Segunda Guerra Mundial está aberto para visitas guiadas, revelando uma faceta pouco conhecida da história da capital mineira.
A experiência oferece um mergulho em um período de incertezas globais que também ecoaram por aqui. O passeio leva os visitantes por corredores e salas subterrâneas que, por décadas, permaneceram fechados ao público, alimentando o imaginário da cidade com lendas e curiosidades.
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Desde janeiro de 2025, o abrigo antiaéreo do Acaiaca está aberto para visitação regular, tornando-se uma atração cultural permanente no centro da cidade. O espaço funciona de quinta a sábado, das 16h30 às 20h, e aos domingos, das 16h30 às 19h30. Os ingressos são vendidos online pela plataforma Sympla, e é recomendado acompanhar os perfis @edificioacaiaca e @terracoacaiaca no Instagram para conferir a liberação dos bilhetes e a programação completa.
As visitas guiadas acontecem em horários fixos — às 16h30, 17h30 e 18h30 — e levam os participantes por um tour que explica o contexto da construção do prédio, inaugurado em 1947, e a história do abrigo. Os valores dos ingressos variam de R$ 25 (ingresso social para o bunker) a R$ 60 (inteira, incluindo acesso ao mirante do edifício), e os grupos são organizados para garantir uma experiência imersiva.
O passeio pode ir além do subsolo. Dependendo da modalidade de ingresso, os visitantes também podem conhecer outros espaços icônicos do edifício, como o hall de entrada e o terraço, que oferece uma vista panorâmica da cidade e permite observar de perto detalhes da arquitetura e as famosas carrancas da fachada.
Visitar o bunker é uma forma fascinante de entender a dinâmica de Belo Horizonte em meados do século XX. O abrigo, que nunca precisou ser usado para sua finalidade original, funciona hoje como um portal para o passado, um espaço de memória que, antes da reabertura, foi reformado e decorado com obras de artistas mineiros.
A iniciativa de abrir o local ao público resgata a importância do Acaiaca não apenas como um marco arquitetônico, mas como um personagem vivo na construção da identidade belo-horizontina. A visita é um programa imperdível para quem busca um lazer cultural diferente e quer desvendar os mistérios guardados no coração de BH.