Saiba o que fazer na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte. Veja como chegar, transporte, pontos próximos e dicas antes de visitar o local
Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, é marcada pelo “Pirulito” e pelo intenso movimento de pedestres ao longo do dia
Localizada no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Amazonas, no Centro de Belo Horizonte, a Praça Sete de Setembro é considerada o marco zero da capital mineira e um dos pontos mais movimentados da cidade.
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Mais do que um espaço de passagem, o local reúne história, arquitetura e o cotidiano intenso de quem vive BH!
A Praça Sete está no encontro das duas principais avenidas da cidade, Afonso Pena e Amazonas, e também é cortada pelas ruas Rio de Janeiro e Carijós.
O espaço foi desenhado por Aarão Reis ainda no século XIX, como parte do projeto original da capital mineira. A ideia era simples e simbólica: o ponto onde as principais vias se cruzam marcaria o centro da cidade.
Inicialmente chamada de Praça 12 de Outubro, o nome mudou em 1922, durante as comemorações do centenário da Independência do Brasil, passando a se chamar Praça Sete de Setembro, nome que permanece até hoje.
Não dá para falar da praça sem mencionar seu principal símbolo: o obelisco conhecido como “Pirulito”.
O monumento foi inaugurado em 1924 e marca justamente a celebração da Independência. Projetado pelo arquiteto Antônio Rego e construído pelo engenheiro Antônio Gonçalves Gravatá, o obelisco foi doado pela cidade de Betim, que, na época, era chamada Capela Nova do Betim.
Curiosamente, o “Pirulito” nem sempre esteve ali: ele foi transferido, em 1963, para a Praça Diogo de Vasconcelos (na Savassi) e só voltou ao Centro anos depois, onde permanece até hoje.
A região é cercada por prédios históricos e espaços culturais importantes. Entre os destaques:
Além disso, a praça fica perto de outros pontos importantes:
Ou seja: dá para montar um roteiro completo a partir dali.
Mesmo sem atrações “tradicionais”, a experiência está no próprio ambiente:
💡 Dica: como a praça é um dos principais pontos de conexão da cidade, muitas outras linhas também passam pela região.
🚫 A praça não possui estacionamento próprio, mas há opções privadas e rotativo nas ruas próximas.
Não. A Praça Sete é um espaço público e gratuito.
Após reformas, os quarteirões ao redor da praça passaram a receber nomes de povos indígenas de Minas Gerais:
A mudança reforça a presença simbólica dessas culturas na história do estado.
Além do movimento intenso do dia a dia, a Praça Sete de Setembro também recebe eventos culturais e ocupações artísticas ao longo do ano.
Um exemplo recente foi o festival Viva na Praça Sete, realizado em abril de 2025. Durante três dias, o hipercentro foi ocupado por mais de 40 atrações e cerca de 200 artistas, com uma programação que incluiu shows, teatro, dança, circo, performances e intervenções de arte urbana.
O destaque foi o show gratuito da cantora Adriana Calcanhotto, que encerrou o evento com apresentação no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Amazonas.
A programação se espalhou por diferentes pontos do entorno, como o Cine Theatro Brasil Vallourec, que recebeu apresentações e visitas guiadas, além de espaços como o P7 Criativo e o Mercado das Flores, que também integraram as atividades.
A Praça Sete não é um ponto turístico “convencional”, mas é essencial para entender Belo Horizonte. É ali que a cidade pulsa, entre história, arquitetura e o fluxo constante de pessoas.