Análise detalhada do consumo elétrico dos eletrodomésticos mais usados na cozinha; saiba como economizar na conta de luz sem abrir mão do sabor
Desconectar o plugue da tomada garante que a airfryer não consuma energia em standby, contribuindo para a economia na conta de luz
A airfryer se tornou um item quase indispensável na cozinha dos brasileiros, prometendo praticidade e pratos mais saudáveis. Contudo, com a conta de luz pesando no bolso, muitos se perguntam se o aparelho é um vilão do consumo de energia. A verdade é que, apesar da potência elevada, a fritadeira elétrica pode ser mais econômica que outros eletrodomésticos, como o forno elétrico.
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O segredo para entender o impacto real no orçamento não está apenas nos watts indicados na etiqueta, mas no tempo de uso. Um forno elétrico convencional, por exemplo, geralmente precisa de mais tempo para pré-aquecer e assar os alimentos. Já a airfryer, graças à sua tecnologia de circulação rápida de ar quente, finaliza o preparo em um tempo consideravelmente menor.
Enquanto um forno elétrico pode levar até uma hora para assar batatas, a fritadeira sem óleo faz o mesmo trabalho em cerca de 20 a 25 minutos. Essa agilidade é o que equilibra a balança do consumo, tornando-a uma aliada para quem busca eficiência na cozinha e economia na fatura de energia no fim do mês.
Vamos a um cálculo prático para ilustrar. Preparar uma porção de batatas fritas em um modelo popular de airfryer, com potência de 1.500W, por 20 minutos, resulta em um consumo de aproximadamente 0,5 kWh. Usando como referência a tarifa de energia residencial da Cemig em Belo Horizonte, que em 2026 fica em torno de R$ 1,15 por kWh (valor com impostos), essa tarefa custaria cerca de R$ 0,58. É importante notar que essa tarifa pode variar conforme a distribuidora de sua região e a bandeira tarifária vigente.
Para efeito de comparação, usar um forno elétrico de 2.200W por 40 minutos para a mesma receita consumiria cerca de 1,46 kWh, o que representaria um custo de aproximadamente R$ 1,68. A economia ao usar a airfryer, portanto, é de R$ 1,10 por preparo, mostrando que a escolha do eletrodoméstico certo faz uma grande diferença na conta de luz.
Para garantir que o aparelho seja sempre um aliado da economia, algumas práticas simples podem otimizar ainda mais o seu uso diário. Adotar esses hábitos ajuda a reduzir o consumo de energia sem abrir mão da crocância e do sabor dos alimentos.
Não sobrecarregue o cesto: encher demais a fritadeira impede a circulação correta do ar quente, o que aumenta o tempo de preparo e, consequentemente, o gasto de energia. Cozinhe em porções menores para garantir eficiência.
Evite pré-aquecer sem necessidade: a maioria das receitas na airfryer não exige pré-aquecimento. Ligar o aparelho apenas quando os alimentos já estão no cesto economiza minutos preciosos de consumo.
Corte os alimentos em pedaços uniformes: pedaços de tamanhos semelhantes cozinham por igual e mais rápido, reduzindo o tempo total de funcionamento do aparelho.
Mantenha a limpeza em dia: resíduos de alimentos acumulados no interior da airfryer podem dificultar o aquecimento e a circulação do ar, forçando o equipamento a trabalhar mais para atingir a temperatura ideal.
Desligue da tomada: como muitos aparelhos modernos, a airfryer pode consumir uma pequena quantidade de energia em modo standby. Retirar o plugue da tomada após o uso garante que não haverá nenhum gasto desnecessário.