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E BH? Uberlândia vira capital de MG por três dias; entenda decreto

Uberlândia assume capital simbólica de Minas até sábado em projeto que leva governo ao interior e amplia oferta de serviços públicos


Créditos da imagem: Reprodução / Praia Clube
Vista de Uberlândia, que assume simbolicamente o posto de capital de Minas Gerais durante agenda do governo estadual no interior Vista de Uberlândia, que assume simbolicamente o posto de capital de Minas Gerais durante agenda do governo estadual no interior

Maria Clara Landim

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26/03/26 às 12:54
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A cidade de Uberlândia assume, de forma simbólica, o posto de capital de Minas Gerais até sábado (28), após decreto do governador Mateus Simões. A medida, que temporariamente desloca a centralidade administrativa de Belo Horizonte, marca o início do programa “Governo Presente”, uma estratégia que leva o Executivo estadual para o interior.

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Na prática, a mudança não altera o status oficial da capital mineira. Ainda assim, o gesto tem peso político e simbólico. Isso porque o governo pretende se aproximar das diferentes regiões do estado e descentralizar decisões, além de ampliar a presença institucional fora da Região Metropolitana.

Durante os três dias, Simões cumpre agenda intensa no Triângulo Mineiro. Ele participa de entregas na área de segurança pública, vistoria obras de infraestrutura e marca presença na Feira do Agronegócio Mineiro (Femec), um dos principais eventos do setor no estado. Além disso, o governador se reúne com lideranças políticas, empresários e representantes da sociedade civil.

Ao mesmo tempo, o governo instala uma estrutura de serviços para a população. No sábado, moradores terão acesso à emissão de documentos, cadastramento de agricultores familiares, atendimentos de ouvidoria e ações como castração de animais. Dessa forma, a gestão tenta associar a presença política à oferta direta de serviços públicos.

A iniciativa também prevê que outras cidades recebam o título simbólico de capital nos próximos meses. Segundo o governo, a proposta é percorrer as 16 macrorregiões mineiras até junho, consolidando um modelo itinerante de administração.

Além do discurso de descentralização, o movimento carrega um componente estratégico. Nos bastidores, a circulação pelo interior fortalece a visibilidade de Simões em regiões onde está a maior parte da população mineira. Com isso, o governador amplia sua presença política em um momento inicial de gestão.

Por fim, a escolha de Uberlândia não foi aleatória. A cidade concentra forte atividade econômica e sedia a Femec, o que reforça o simbolismo da decisão. Assim, ao transformar temporariamente o município em capital, o governo tenta evidenciar a importância do interior no desenvolvimento de Minas Gerais.