Grupo da UFMG supera 90 equipes na SAE Brasil e vence duas categorias principais com aeronaves inovadoras feitas na Escola de Engenharia
A equipe Uai, Sô! Fly!!! da UFMG celebra a vitória na classe Micro da Competição SAE BRASIL AeroDesign
Estudantes mineiros alcançaram o topo do cenário aeronáutico universitário brasileiro após uma campanha de destaque no interior paulista. O grupo Uai, Sô! Fly!!!, formado por alunos da Escola de Engenharia da UFMG, garantiu o primeiro lugar na classe Micro durante a 28ª Competição SAE BRASIL AeroDesign, disputada na cidade de São José dos Campos.
A conquista consagra o trabalho desenvolvido pelos jovens pesquisadores de Belo Horizonte contra 91 concorrentes de diferentes partes do país. Os testes práticos e teóricos ocorreram entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro, mobilizando protótipos criados inteiramente dentro do ambiente acadêmico.
O desempenho dos mineiros rendeu a vitória na disputada classe Micro, consolidando um esforço contínuo de evolução técnica no qual o time aprimorou parâmetros essenciais de estabilidade e peso estrutural para assegurar o lugar mais alto do pódio. O torneio nacional também contou com a consagração de outras instituições de destaque técnico, como a equipe Adelphi AeroDesign, da Unesp de São João da Boa Vista, que levou o título na classe Advanced.
Os desafios impostos aos universitários simulam exigências reais da aviação comercial e de transporte de suprimentos. Cada avião precisa comprovar eficiência máxima sob condições severas de peso, potência e geometria pré-definidas pelo regulamento.
Na disputa da classe Regular, o aeromodelo tem como missão transportar a carga mais pesada possível, decolando em distâncias limitadas na pista. Já na categoria Micro, vencida pela UFMG, o veículo aéreo precisa carregar um compartimento especial e realizar o lançamento desse material em pleno voo, com pouso amortecido por paraquedas.
A equipe Uai, Sô! Fly!!! mantém uma trajetória sólida no setor aeroespacial acadêmico desde sua fundação, em 1998. Todos os protótipos radiocontrolados ganham forma nas bancadas e hangares do Centro de Estudos Aeronáuticos (CEA), localizado nas dependências da própria universidade.
Sob orientação docente, os alunos assumem a responsabilidade integral de cada etapa construtiva. Eles realizam cálculos estruturais preliminares, selecionam compósitos, operam maquinários de corte, programam sistemas eletrônicos e conduzem os voos inaugurais antes do embarque para as baterias de testes oficiais.
A preparação para a competição transforma a formação teórica de sala de aula em prática direta de engenharia. O processo exige cronogramas industriais rígidos, alocação criteriosa de verba, integração entre cursos e tomadas de decisão ágeis sob pressão competitiva.