Cerca de 300 imóveis no bairro estão incluídos em uma proposta de tombamento que aguarda votação
Todo o charme e história presentes nas fachadas de Santa
Tereza podem ganhar título e proteção de Patrimônio Histórico. Um material
elaborado por técnicos da Fundação Municipal de Cultura (FMC) e da Diretoria de
Patrimônio Cultural (DIPC) será apresentado e debatido, nesta quarta-feira (4), na Reunião do
Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município.
O documento vem sendo mantido em sigilo, mas conforme o que
é ouvido nos bastidores, ele sugere a preservação de cerca de 300 imóveis,
entre públicos e privados. Porém, uma vez que se trata de um bairro
predominantemente residencial, mais de 90% das propriedades são casas e
sobrados históricos particulares.
Embora a medida soe bem aos ouvidos de alguns moradores, as opiniões
são divididas. Os que não abraçaram a causa do tombamento temem pelas possíveis
depreciações nos valores de venda e pela impossibilidade de promover alterações
nas fachadas de seus imóveis.
A questão do tombamento vem sendo discutida desde os anos
90, mas só agora a decisão será efetivamente tomada. A reunião, que acontecerá logo mais no Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município, não dá um
resultado definitivo à questão, uma vez que, em caso de um resultado favorável
à preservação, os proprietários dos imóveis terão um prazo de 15 dias para se
manifestarem contra ou a favor da decisão.
Em caso de desacordo entre as
partes, haverá uma nova reunião do Conselho, na qual a questão será discutida
novamente para a deliberação sobre a pertinência da proteção definitiva.