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Especialista em saúde alerta sobre mistura de vacinas contra Covid

Profissional afirma que diferentes vacinas podem trazer reações adversas



Créditos da imagem: Jair Amaral/EM/D.A Press
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Especialista alerta que mesmo após tomar a vacina o indivíduo pode se infectar e transmitir o Sars-CoV-2
Redação Sou BH
19/02 às 09:02
Atualizado em 19/02 às 10:04

Iniciada há poucos dias pela Prefeitura de Belo Horizonte, a vacinação em idosos não institucionalizados pode trazer uma sensação de alívio, mas os cuidados precisam ser mantidos para evitar a disseminação do vírus. Segundo a professora de Enfermagem da Estácio Belo Horizonte, Rosiane Almeida, as medidas de proteção também devem ser respeitadas por quem recebeu as duas doses da vacina.

“Com a imunização, algumas pessoas podem crer que não é mais preciso usar máscara, lavar as mãos com frequência, utilizar o álcool em gel após ter contato com pessoas e superfícies, tossir com o antebraço em frente à boca, e manter o distanciamento, porém é primordial seguir com os cuidados. A vacina não impede a circulação e contaminação do novo coronavírus, mas estimula a produção do nosso sistema de defesa – o organismo produz anticorpos contra uma infecção simulada pela vacinação. Portanto, mesmo após tomar a vacina o indivíduo pode se infectar e transmitir o Sars-CoV-2”, alerta a profissional que é especialista em saúde da criança e do adolescente, em saúde da mulher,  em psicomotricidade e desenvolvimento Humano. 

Outro ponto de atenção é com relação à mistura de diferentes vacinas Covid, o que não é recomendável. “Se a primeira dose tomada foi da Coronavac – Sinovac/Butantan, não se deve tomar a AstraZeneca – Oxford/Fiocruz como segunda dose, pois ainda não foram avaliados os efeitos da combinação de diferentes tipos. O Ministério da Saúde alertou para os riscos de reações adversas ao combinar diferentes vacinas”, discorre Rosiane Almeida.

Rosiane Almeida ressalva que a cobertura vacinal brasileira é uma importante conquista e uma poderosa arma que reforça o sistema imunológico. “É a forma mais eficaz de combater e erradicar doenças infecciosas. Se não fossem as vacinas, ainda teríamos epidemias como peste bubônica, poliomielite, sarampo, rubéola e tantas outras moléstias que assolaram a humanidade por séculos. O que todos devem ter em mente é que a vacina contra a Covid-19 protegerá as pessoas de desenvolver seus sintomas graves, diminuindo assim a mortalidade”, afirma.

Segundo a especialista, ainda não se sabe o tempo necessário para a imunização, mas pode-se considerar imunizado contra as complicações da Covid-19 entre duas a quatro semanas após a aplicação – período estimado para o sistema imunológico criar anticorpos neutralizantes que barram a entrada do vírus nas células. “Mas vale salientar que cada organismo reage de uma forma e deve-se considerar a faixa etária. Lembrando que quem teve Covid também deve tomar a vacina”, declara.

A professora lembra que quem está com febre ou faz uso de antibiótico para tratar alguma infecção deve conversar com seu médico e postergar a aplicação da vacina. “Como acontece com todas as vacinas, diante de algumas doenças agudas o recomendado é o adiamento da vacina até a melhora dos sintomas”, pontua.