Nova diretriz foi aprovada nesta semana e passa a valer a partir de 2018
A partir de 2018, a Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG) terá cotas de vagas também nos cursos de pós-graduação stricto sensu. A
medida faz parte de uma política da entidade para garantir a inclusão de
negros, indígenas e pessoas com deficiências nos programas de mestrado,
mestrado profissional e doutorado.
A nova regra, que entra em vigor já no primeiro período
letivo de 2018, foi aprovada por unanimidade nesta semana, durante reunião do
Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) da UFMG.
Os programas de pós-graduação vão separar de 20% a 50% das
vagas para candidatos que se autodeclararem negros. No caso dos indígenas e das
pessoas com deficiência, os cursos de devem criar uma vaga suplementar para
cada grupo, com processos seletivos adaptados às necessidades específicas de cada
um.
O objetivo da nova diretriz é garantir a inclusão de todos,
além de promover a igualdade de oportunidades e condições de acesso à educação.
Assim, a UFMG quer ampliar em seus cursos a participação de participação de
parcelas da população que têm mais dificuldades de ingressas na Universidade.
O texto, que foi encaminhado para assinatura do reitor da
Universidade, foi elaborado para equilibrar as necessidades de inclusão com as
particularidades da pós-graduação da UFMG.
Para garantir a continuidade do projeto, a UFMG vai
instituir uma comissão permanente para o acompanhamento das ações.