Levantamento com 66 mil anúncios mostra que imóveis acima de 125 m² tiveram a maior valorização em BH
Estudo aponta avanço dos valores em BH e destaca bairros onde imóveis amplos tiveram os maiores aumentos de preço
Os imóveis com mais de 125 metros quadrados registraram a maior alta de preços em BH entre janeiro e maio de 2026. O dado faz parte de um levantamento da Loft, realizado com base em 66,1 mil anúncios residenciais publicados em plataformas imobiliárias.
Segundo o estudo, os imóveis maiores valorizaram 23,6% em comparação com o mesmo período de 2025. Como resultado, o tíquete médio desse segmento ultrapassou R$ 1 milhão, ficando acima da média registrada na capital mineira.
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A valorização não ficou restrita aos imóveis de maior porte. Pelo contrário, o aumento dos preços alcançou todas as categorias analisadas.
Os apartamentos compactos também registraram avanço relevante. Da mesma forma, os imóveis de tamanho intermediário apresentaram crescimento ao longo dos primeiros meses do ano.
Em outras palavras, o mercado imobiliário de BH manteve um ritmo de alta relativamente equilibrado. Ainda assim, os imóveis maiores se destacaram e puxaram a média para cima.
Além disso, especialistas apontam que a procura por mais espaço continua influenciando as decisões de compra. Ao mesmo tempo, compradores desse segmento costumam depender menos de financiamento, o que reduz os impactos das condições de crédito.
Entre os imóveis acima de 125 m², algumas regiões chamaram atenção pelo avanço dos preços. Os principais destaques foram:
Por exemplo, no bairro Garças, o valor médio dos imóveis dessa categoria já supera R$ 3 milhões. Já em Paquetá e Santa Tereza, os preços médios ultrapassam R$ 1,5 milhão.
Por outro lado, bairros tradicionalmente valorizados registraram um desempenho mais moderado. Em alguns casos, o crescimento ficou abaixo da média observada na cidade.
Enquanto os imóveis amplos lideraram a valorização, os apartamentos compactos não ficaram para trás.
Nesse cenário, Lourdes e Savassi aparecem entre os bairros com os maiores preços médios para unidades de até 30 metros quadrados. Além disso, o Centro se destacou por concentrar o maior volume de anúncios nessa faixa.
A procura por imóveis menores próximos a áreas comerciais e de serviços ajuda a explicar esse movimento. Afinal, localização continua sendo um dos principais fatores considerados pelos compradores.
De modo geral, o levantamento mostra que o mercado imobiliário de BH segue aquecido. Embora os imóveis maiores tenham registrado os avanços mais expressivos, os aumentos ocorreram em praticamente todos os segmentos.
Tendo isso em mente, os dados indicam que a demanda permanece distribuída entre diferentes perfis de compradores. Em resumo, quem busca imóveis compactos, médios ou amplos encontrou um cenário de preços mais altos em 2026.