A capital mineira conta com diversos museus fora da rota comum para se visitar; exposições vão desde a Segunda Guerra Mundial até ancestralidade negra
Museu da Escola Professora Ana Maria Casasanta Peixoto
Para além dos tradicionais museus que compõe o Circuito Liberdade ou o famoso Museu de Arte da Pampulha, projetado por Niemeyer, Belo Horizonte também conta com outros espaços menos conhecidos e menos visitados com exposições e vivências culturais para os moradores e turistas que desejam explorar a cidade para além do óbvio. Conheça alguns deles nesta matéria.
O Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos (Muquifu) preserva a memória e a história das populações que vivem em favelas e quilombos urbanos, com foco nas experiências sociais e culturais que nem sempre encontram espaço nos registros históricos tradicionais. O acervo reúne fotografias, objetos, imagens de festas, danças, celebrações e outros elementos ligados às tradições e ao cotidiano de moradores de comunidades de Minas Gerais. A instituição também busca reconhecer esses territórios como espaços de produção de cultura, identidade e memória coletiva
Serviço
Fundado em 2003 e reinaugurado em 2024, o Museu de Mineralogia Victor Dequech é dedicado à preservação e à divulgação do patrimônio geológico. Mantido pela Fundação Victor Dequech, o espaço reúne amostras de minerais que permitem conhecer a diversidade mineral brasileira, com destaque para a riqueza geológica de Minas Gerais. A proposta é aproximar o público da mineralogia por meio de um acervo científico e educativo, que também contribui para a valorização do conhecimento sobre os recursos minerais e a história geológica da Terra.
Serviço
O Museu da Força Expedicionária Brasileira (FEB) foi criado em 1986 e implantado em 1988 para preservar a memória da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, com destaque para os combatentes mineiros enviados à Itália. Mantido pela Associação Nacional dos Veteranos da FEB, o espaço reúne documentos, fotografias, jornais, uniformes, armamentos e outros objetos relacionados à atuação dos soldados brasileiros no conflito que libertou a sociedade da época do Nazismo de Adolf Hitler. O acervo é distribuído em salas temáticas que ajudam a contextualizar a participação da FEB nas campanhas militares ao lado das forças aliadas.
Serviço
Criado em 1977, o Centro de Memória da Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (CEMEMOR) preserva a história da Faculdade de Medicina, fundada em 1911, e contribui para a pesquisa sobre a trajetória da saúde e do ensino médico no estado. Seu acervo reúne livros, documentos, fotografias, quadros, esculturas e outros objetos relacionados à história da medicina e às transformações científicas e educacionais. O espaço também promove atividades de pesquisa e visitas que apresentam a evolução institucional da faculdade e o desenvolvimento do conhecimento médico.
Serviço
Criado em 1992 como Centro de Referência Audiovisual (CRAV), o Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte (MIS BH) foi transformado em museu em 2014, com a missão de preservar e divulgar a memória audiovisual da capital mineira. Instalado em um casarão histórico da década de 1920, na Avenida Álvares Cabral, o espaço mantém um acervo com mais de 90 mil itens, entre fotografias, cartazes, documentos, películas cinematográficas, gravações sonoras e objetos relacionados à produção audiovisual. O museu também promove exposições, mostras de filmes, cineclubes e oficinas. Entre as iniciativas de difusão do acervo estão registros históricos da cidade, que permitem acompanhar transformações urbanas, culturais e sociais de Belo Horizonte ao longo do tempo.
Serviço
Criado em 1994 como Centro de Memória da Educação, o Museu da Escola Professora Ana Maria Casasanta Peixoto preserva objetos e documentos que ajudam a reconstruir a história da educação em Minas Gerais. Desde 2012, o espaço funciona no campus Gameleira da Escola de Formação e reúne mobiliário escolar, jogos educativos, cartilhas, mapas, fotografias, documentos e depoimentos de educadores. O acervo permite observar mudanças nos materiais didáticos e nas práticas de ensino ao longo do tempo, além de servir a atividades de pesquisa e formação de professores.
Serviço
Criado oficialmente em julho de 1983, o Museu de Ciências Naturais da PUC Minas é um espaço dedicado à pesquisa, à educação científica e à divulgação da história natural. Reaberto ao público em agosto de 2002, em um prédio projetado para suas atividades, o museu reúne coleções de zoologia, paleontologia, botânica e arqueologia. Entre os destaques estão fósseis de mamíferos que viveram na América do Sul durante o Pleistoceno, réplicas de dinossauros, esqueletos de animais e exposições sobre a biodiversidade brasileira e a história natural de Minas Gerais. O espaço também abriga um planetário, com sessões que apresentam conteúdos de astronomia ao público. A instituição desenvolve atividades educativas e de pesquisa e busca aproximar os visitantes do conhecimento científico e da importância da conservação ambiental.
Serviço