Saúde

FoLix em BH: Anvisa aprova laser contra calvície

Tecnologia inédita estimula o crescimento e a densidade dos fios com precisão; conheça a nova arma contra a queda capilar aprovada no Brasil


Créditos da imagem: Freepik
Mulher com óculos de proteção recebe tratamento a laser no couro cabeludo por profissional Tratamento com laser fracionado no couro cabeludo, como o FoLix aprovado pela Anvisa, estimula o crescimento capilar

Ana Clara Parreiras

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08/11/26 às 10:00
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O FoLix em BH passa a integrar o debate sobre novas tecnologias para o tratamento da calvície após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso clínico do equipamento no Brasil. O dispositivo utiliza laser fracionado para melhorar a aparência dos cabelos em pessoas diagnosticadas com alopecia androgenética.

A novidade amplia as possibilidades de tratamento da queda capilar e pode interessar a pacientes que buscam alternativas terapêuticas, inclusive em Belo Horizonte. Conforme explica a médica Lilian Brasileiro, o diferencial do dispositivo está no desenvolvimento específico para a região capilar.



O mercado já contava com lasers e emissores de luz voltados à queda de cabelo. No entanto, grande parte das opções reunia aparelhos domiciliares de baixa intensidade ou recursos dermatológicos criados para outras finalidades e adaptados posteriormente.

Como funciona o laser FoLix?

O sistema utiliza um laser fracionado não ablativo de fibra Erbium 1565 nm. Sua operação distribui energia por centenas de microfeixes, que produzem microzonas térmicas controladas diretamente no couro cabeludo.

A intervenção desencadeia um processo de reparação tecidual. Esse estímulo cria um ambiente favorável ao funcionamento dos folículos, pode estimular o crescimento capilar e contribuir para melhorar a densidade e a espessura dos fios.

Por gerar impactos microscópicos e delimitados, a tecnologia preserva as áreas de tecido saudável ao redor das regiões tratadas. Em estudos clínicos iniciais, o método apresentou resultados promissores na qualidade dos fios e na densidade capilar de pacientes selecionados.

Tratamento da calvície exige avaliação médica

Segundo Lilian Brasileiro, o equipamento amplia o conjunto de ferramentas terapêuticas disponíveis para tratar a alopecia androgenética no país. O laser não substitui os tratamentos convencionais e pode ser utilizado isoladamente ou em associação a medicamentos orais, tópicos e outras intervenções definidas após avaliação clínica.

A médica ressalta que a introdução de novas tecnologias nos consultórios depende de autorização dos órgãos reguladores e de evidências científicas sobre segurança e eficácia. O procedimento, porém, não é indicado para todos os quadros de calvície.

Entre as limitações do tratamento estão:

  • Não produz novos folículos em regiões onde essas estruturas foram totalmente perdidas;
  • Não substitui cirurgias de transplante capilar em casos de calvície extensa;
  • Não dispensa a investigação clínica sobre a causa da queda de cabelo;
  • Exige avaliação médica prévia e definição de uma conduta individualizada.

Em Belo Horizonte, pacientes interessados em novas alternativas para a queda capilar devem procurar avaliação com um dermatologista para investigar a causa do problema e conhecer as opções de tratamento disponíveis.