Descubra a arquitetura e as histórias de residências luxuosas que hoje são museus ou centros culturais abertos ao público em todo o estado
A Casa Kubitschek, joia da arquitetura modernista de Niemeyer, funciona como museu e convida à imersão na história de BH.
Minas Gerais é um estado que respira história, e parte dela está guardada em imponentes mansões e palácios que já foram palco de decisões políticas e da vida luxuosa de outras épocas.
Hoje, muitos desses espaços abriram suas portas, convidando moradores e turistas a uma viagem no tempo por seus salões, jardins e corredores repletos de segredos.
Seja para admirar a arquitetura, conhecer o acervo de museus ou simplesmente passear por cenários grandiosos, visitar essas construções é um programa cultural imperdível. Selecionamos cinco residências históricas que se transformaram em centros culturais e estão abertas à visitação em todo o estado.
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Localizado em Belo Horizonte, o Palácio da Liberdade é o principal cartão-postal do Circuito Liberdade. Inaugurado em 1898 para ser a sede do governo mineiro, o edifício impressiona pela arquitetura eclética com forte influência francesa. Após uma restauração, foi aberto para visitação regular.
Os visitantes podem percorrer salões nobres, como o Salão de Banquetes, e admirar o mobiliário de época, as escadarias monumentais e as pinturas que decoram o teto.
Na orla da Lagoa da Pampulha, também em Belo Horizonte, fica uma joia da arquitetura modernista: a Casa Kubitschek. Projetada por Oscar Niemeyer nos anos 1940 para ser a residência de fim de semana do então prefeito Juscelino Kubitschek, a casa hoje funciona como um museu que recria a atmosfera da época.
O espaço preserva o design e o modo de vida da metade do século XX, com móveis e objetos originais. Os jardins, assinados por Burle Marx, são um atrativo à parte, integrando a construção à paisagem do Conjunto Moderno da Pampulha, reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade.
Em Ouro Preto, o imponente prédio que hoje abriga o Museu da Inconfidência foi, no passado, a Casa de Câmara e Cadeia da cidade. Sua construção monumental na Praça Tiradentes reflete o poder e a riqueza do período colonial. O local guarda a memória do principal movimento pela independência do Brasil.
Seu acervo inclui documentos, obras de arte e objetos de figuras históricas como Tiradentes, além de peças de Aleijadinho. O Panteão dos Inconfidentes, onde estão os restos mortais de alguns dos envolvidos no movimento, é um dos pontos altos da visita.
Também em Ouro Preto, a Casa dos Contos é um casarão do século XVIII que já serviu como residência de um dos homens mais ricos da colônia, João Rodrigues de Macedo, e posteriormente como casa de fundição e contabilidade do ouro. Sua arquitetura barroca robusta e sua história fascinam os visitantes.
Hoje, o espaço funciona como um museu que narra a história econômica e fiscal do Brasil Colônia, exibindo moedas, balanças de precisão e documentos. No subsolo, uma senzala bem preservada revela o lado sombrio da riqueza daquele período.
Para entender as origens de Belo Horizonte, uma visita ao Museu Histórico Abílio Barreto é essencial. O coração do museu é um antigo casarão de fazenda, a única edificação remanescente do Arraial do Curral del Rei, o povoado que deu lugar à atual capital mineira.
A visita permite conhecer como era a vida rural antes da construção da cidade planejada. O museu reúne um vasto acervo com fotos, objetos e documentos que contam a transformação da paisagem e da sociedade local, oferecendo uma perspectiva única sobre a história de BH.