Cultura

Você sabia? Lagoa da Pampulha foi pensada para controlar enchentes em BH

Projeto pretendia conter enchentes e melhorar abastecimento da capital mineira; lagoa hoje é casa de capivaras, jacarés e outros animais


Créditos da imagem: Reprodução/Pexels
Ao contrário do que muitos pensam, JK não foi quem iniciou as obras da lagoa Ao contrário do que muitos pensam, JK não foi quem iniciou as obras da lagoa

Mariana Cardoso Carvalho

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10/11/25 às 14:06
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Quando se fala em Complexo da Pampulha, o nome do idealizador Juscelino Kubitschek logo vem à mente. No entanto, foi Otacílio Negrão de Lima o responsável pela criação da lagoa que se tornou cartão-postal. Em 1936, o então prefeito de Belo Horizonte deu início ao represamento do Ribeirão Pampulha como medida de prevenção contra enchentes e melhoria do abastecimento da capital mineira. As obras foram concluídas em 1943, na gestão de JK.


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Hoje, além das obras de Oscar Niemeyer, o espaço também abriga moradores ilustres, como as capivaras. A Prefeitura providenciou, em 2018, o manejo dos roedores, cuja origem na lagoa é desconhecida. Eles foram esterilizados, identificados com chips, protegidos com carrapaticidas, submetidos a uma série de exames e soltos onde já viviam.

Os jacarés, por sua vez, já alcançaram o status de lenda entre a fauna da Pampulha. Muitos moradores e visitantes pensam que a lagoa é habitada por apenas um réptil, famoso por engordar a cada ano e levar a vida tranquilamente — mas a família é grande. Apenas em 2019, a PBH identificou 16 animais no local.