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Mais de 122 mil cães e gatos de Minas Gerais já estão cadastrados no SinPatinhas

Plataforma gratuita reúne informações sobre animais domésticos, permite emitir identificação digital e auxilia no monitoramento de políticas públicas de proteção animal


Créditos da imagem: Robson Luiz dos Santos/Divulgação
Robson Luiz dos Santos/Divulgação Robson Luiz dos Santos/Divulgação

Júlia Rhaine

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19/10/26 às 15:35 - Atualizado em 19/10/26 às 16:29
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Minas Gerais tem 122.289 cães e gatos cadastrados no SinPatinhas, Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos, segundo dados compilados até 10 de setembro de 2026. Do total, 80.535 são cães e 41.754 são gatos. A ferramenta do governo federal reúne informações que ajudam a acompanhar ações de identificação e proteção animal no país.

Entre os animais registrados em Minas Gerais no SinPatinhas, 63.367 foram cadastrados como castrados e 22.156 possuem microchip. O sistema também reúne informações de 96.158 tutores pessoas físicas no estado.


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Minas ocupa a quarta posição no ranking nacional

O estado está entre os que concentram o maior número de registros no SinPatinhas. Minas Gerais ocupa a quarta posição no ranking nacional, atrás de São Paulo, com 538.059 animais cadastrados, Rio de Janeiro, com 175.656, e Paraná, com 166.271. O Rio Grande do Sul aparece em quinto lugar, com 91.800 registros.

Em todo o Brasil, a plataforma reúne cerca de 1,8 milhão de animais cadastrados, sendo mais de 1 milhão de cães e 743.367 gatos.

Como funciona o SinPatinhas

O SinPatinhas integra o Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos (ProPatinhas), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O sistema permite acompanhar informações sobre identificação, castração e microchipagem, contribuindo para o planejamento e a execução de políticas públicas voltadas à proteção animal.

Desde outubro de 2025, a plataforma também monitora procedimentos realizados com recursos de transferências voluntárias do governo federal. Até setembro de 2026, 245.860 animais haviam sido atendidos em todo o país, sendo 131.632 cães e 114.228 gatos.

Atualmente, 14 organizações da sociedade civil e 29 municípios registram no sistema procedimentos realizados com recursos federais. Os dados permitem acompanhar a execução dos projetos e a prestação de contas, ampliando a transparência na aplicação dos recursos públicos.

Como cadastrar um animal no SinPatinhas

O cadastro é gratuito e pode ser realizado pela internet, por meio da conta Gov.br, na página oficial do SinPatinhas. Após a identificação do responsável, basta preencher as informações solicitadas sobre o animal.

Ao concluir o procedimento, o sistema gera uma carteirinha digital com QR Code, que pode ser fixada na coleira. A identificação facilita o acesso às informações do animal e ajuda a localizar o tutor em caso de perda.

A plataforma pode ser utilizada por pessoas físicas e jurídicas, médicos-veterinários, clínicas e hospitais veterinários, organizações da sociedade civil, protetores independentes e órgãos públicos, conforme as regras do programa.

Quais informações são necessárias?

Dados do tutor:

  • Nome e informações de identificação;
  • CPF;
  • Endereço.

Dados do animal:

  • Procedência e características;
  • Raça e sexo;
  • Idade real ou presumida;
  • Vacinas aplicadas;
  • Doenças contraídas ou em tratamento;
  • Local onde o animal é mantido.

Os responsáveis também devem atualizar o cadastro em caso de venda, doação ou morte do animal.

Sistema terá novas ferramentas

O governo federal desenvolve novas funcionalidades para ampliar o monitoramento das informações registradas no SinPatinhas. Entre as melhorias previstas está um módulo de auditoria capaz de identificar inconsistências nos cadastros e facilitar o acompanhamento dos procedimentos realizados e dos recursos utilizados.

Outra novidade em desenvolvimento é a criação de um perfil específico para protetores independentes. A ferramenta deverá permitir a identificação desses responsáveis, a contabilização dos animais sob seus cuidados e o acompanhamento da evolução dos registros.

As informações poderão contribuir para o planejamento de novas ações de proteção animal e para a distribuição de recursos destinados ao atendimento de cães e gatos em todo o país.